Antonio Augusto/STF

Ainda no início do voto, na parte do mérito das ações, a ministra antecipou o entendimento de que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República demonstra de forma clara que Bolsonaro e aliados articularam um plano progressivo e sistemático contra a democracia.
“Fez-se prova cabal de que o grupo liderado por Jair Messias Bolsonaro, composto por figuras-chave do governo, das Forças Armadas e de órgãos de inteligência, desenvolveu e implementou um plano progressivo e sistemático de ataque às instituições democráticas, com a finalidade de prejudicar a alternância legítima de poder nas eleições de 2022 e minar o livre exercício dos demais Poderes constitucionais, especialmente o Judiciário”, afirmou.
Cármen reforçou que os ataques não foram improvisados, mas parte de uma estratégia que se desenrolou ao longo de meses.
O julgamento ocorre na Primeira Turma do STF, que analisa a ação penal contra Bolsonaro e outros sete réus acusados de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.
Até o momento, o placar está em 2 a 1: Alexandre de Moraes e Flávio Dino votaram pela condenação, enquanto Luiz Fux defendeu a absolvição. Além de Cármen Lúcia, ainda votará o presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin.
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