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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Bahia registra aumento de obesidade entre jovens e chega a 29% em 2024, aponta levantamento

Estudo da ONG ImpulsoGov mostra crescimento contínuo do excesso de peso em crianças e adolescentes de 10 a 19 anos no estado
Imagem: divulgação
A Bahia tem registrado crescimento contínuo na taxa de excesso de peso entre crianças e adolescentes de 10 a 19 anos. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pela ONG ImpulsoGov com base em informações do Sistema Único de Saúde (SUS), analisadas entre 2014 e 2024. O estudo utilizou registros do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN-Web), do sistema eletrônico do SUS (e-SUS) e do Bolsa Família.

Segundo a pesquisa, o percentual de jovens obesos no estado passou de 20% em 2014 para 29% em 2024. Embora não tenha o índice mais alto do país – posição ocupada pelo Ceará, com 35% –, os números da Bahia evidenciam um aumento constante de casos de excesso de peso.

Na capital, Salvador, os dados revelam que em 2014 cerca de 26,8% dos jovens apresentavam sobrepeso, obesidade ou obesidade grave. Já em 2024, esse número subiu para 34,8%. Além da capital, as cinco cidades mais populosas da Bahia também apresentaram crescimento nos índices de crianças e adolescentes acima do peso.

No cenário nacional, o levantamento aponta que, entre os beneficiários do Bolsa Família, a taxa de sobrepeso cresceu de 23% em 2014 para 29% em 2024, considerando uma amostra de mais de 3,9 milhões de jovens. No SISVAN, o percentual subiu de 27% em 2014 para 32% em 2024. Já no e-SUS AB, que reúne dados da Atenção Primária à Saúde desde 2015, os registros mostram aumento de 29% em 2015 para 33% em 2024.

O estudo também analisou os padrões de consumo alimentar da população infantojuvenil e identificou hábitos considerados preocupantes. No Brasil, 81% dos jovens de 10 a 19 anos consomem alimentos ultraprocessados, enquanto 61% fazem refeições assistindo à televisão ou ao celular. Entre as crianças de 5 a 9 anos, o consumo de ultraprocessados chega a 83%.

Embora o levantamento mostre que alimentos como feijão, frutas e verduras ainda fazem parte da rotina alimentar dos jovens, a prevalência de práticas alimentares pouco saudáveis indica fatores de risco que contribuem para o aumento do excesso de peso e da obesidade no país.

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