Dado do Unicef aponta que 12,5% das matrículas ainda estão em distorção idade-série

Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia 13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos.
Disparidades raciais e de gênero
A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2% apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados, frente a 10,3% das meninas.
Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais vulneráveis.
A cultura do fracasso escolar
De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante. Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e institucionais que contribui para esse cenário”, afirma. Mais no educamaisbrasil
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