Monique de Carvalho - SNB
A nova vacina contra o câncer de intestino e pâncreas teve ótimos resultados nos primeiros testes
Foto: Canva

Uma vacina experimental para o câncer de intestino e pâncreas conseguiu impedir o retorno da doença em pessoas com alto risco de recidiva, segundo um estudo publicado na revista científica Nature Medicine. A novidade tem animado pacientes e profissionais de saúde.
Os resultados chamaram atenção por mostrarem respostas imunológicas duradouras, algo raro em casos de tumores agressivos. Em alguns pacientes, o imunizante ajudou a manter o corpo livre da doença por muito mais tempo do que o esperado, superando as taxas históricas de sobrevida.
O estudo foi conduzido por pesquisadores da Universidade da Califórnia (UCLA) e trouxe uma notícia animadora: a vacina pode se tornar uma aliada importante no combate a um dos tipos mais difíceis de câncer, especialmente o de pâncreas, onde a chance de retorno após o tratamento padrão é altíssima.
O que torna essa vacina especial?
Batizada de ELI-002 2P, a vacina tem um diferencial importante: ela não é personalizada, mas sim pronta para uso. Isso significa que pode ser aplicada em diferentes pacientes sem precisar ser desenvolvida caso a caso, tornando o acesso mais viável e rápido.
O imunizante mira mutações no gene KRAS, presentes em 90% dos cânceres de pâncreas e em metade dos cânceres colorretais. Esse gene sempre foi considerado um dos maiores desafios da oncologia, mas a nova tecnologia conseguiu treinar o sistema imunológico para reconhecer e atacar células com essas alterações. Mais no sonoticiaboa
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