De acordo com investigações, suspeitos de praticar fraudes viajavam semanalmente para diferentes capitais e sempre escolhiam pessoas idosas como alvo
Caixa eletrônico | Freepik
Pedro Canguçu - sbt

De acordo com as investigações, o grupo movimentava até R$ 7 milhões por ano com os golpes. Eles viajavam semanalmente para diferentes capitais e sempre escolhiam pessoas idosas como alvo. No Distrito Federal, a quadrilha atuou em três períodos de 2025 e causou prejuízo de aproximadamente R$ 500 mil, em 19 ocorrências registradas.
O golpe seguia sempre o mesmo padrão. Os criminosos abordavam as vítimas em caixas eletrônicos de shoppings e supermercados, oferecendo ajuda com supostas atualizações de chip ou operações bancárias. Durante a falsa assistência, trocavam o cartão do idoso por outro inválido e conseguiam dados pessoais e senhas.
Com essas informações, a quadrilha fazia compras de alto valor no débito e no crédito, além de pagar boletos em lotéricas. O dinheiro era desviado para "conteiros", pessoas que emprestavam suas contas bancárias em troca de comissão.
A prisão do grupo representa um passo importante no combate a esse tipo de crime, que prejudica diretamente pessoas idosas e causa prejuízos milionários. A polícia orienta que clientes nunca aceitem ajuda de estranhos em caixas eletrônicos e, em caso de dúvida, procurem funcionários do banco.
Os suspeitos vão responder por associação criminosa e furto qualificado. Se condenados, podem pegar até 16 anos de prisão.
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