Operação "Segredo de Alcova" prendeu cinco suspeitos em Porto Alegre e região metropolitana

A ação, chamada de Operação Segredo de Alcova, foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE) e contou com mais de 30 policiais. Cinco suspeitos foram presas.
De acordo com as investigações, os criminosos fotografavam os veículos e, com uso de dados vazados e técnicas de engenharia social, identificavam as vítimas e seus familiares. Depois, se passavam por detetives particulares e diziam ter sido contratados pelos cônjuges para investigar traições. Para não divulgar fotos e informações, exigiam pagamentos que chegavam a 15 mil por vítima.
O delegado João Vitor Herédia, titular da DRCPE, explicou que o grupo tinha divisão clara de funções. O esquema era coordenado por detentos do Complexo Prisional de Charqueadas, enquanto uma mulher de 27 anos atuava do lado de fora, registrando os veículos e fazendo contato com os alvos.
O líder da quadrilha, um preso de 32 anos com longo histórico criminal — incluindo extorsão, estelionato, homicídio e porte ilegal de arma —, fazia consultas de dados diretamente da prisão. Outros três detentos também foram identificados como parte do núcleo criminoso.
Até o momento, a polícia já identificou 10 vítimas. Em alguns casos, os prejuízos ultrapassaram 10 mil, e os criminosos chegaram a exigir até 21 mil em chantagens.
O nome da operação faz referência ao termo “segredo de alcova”, expressão usada para tratar de segredos íntimos ligados a relacionamentos amorosos.
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