Foto: Jean Vagner/Ascom SEI

Os principais segmentos exportadores baianos apresentaram redução expressiva nos volumes embarcados, com exceção do setor de papel e celulose, que registrou aumento de 5,9%. Contudo, o preço da celulose caiu 24,7%, ocasionando uma queda de 20,3% na receita do setor. Outros destaques negativos foram: soja e derivados (-32,7%), derivados de petróleo (-74,3%), setor químico (-14,7%), derivados de cacau (-14,3%), algodão (-22,6%) e minerais (-37,6%).
Ao contrário da tendência nacional, não houve antecipação das exportações baianas para os EUA em resposta ao tarifaço. As vendas para o mercado norte-americano caíram tanto em volume (-12,4%) quanto em valor (-3,6%). Cabe destacar que, apesar da sobretaxa total de 50%, cerca de 40% da pauta baiana para os EUA está isenta, incluindo celulose, derivados de petróleo e sisal.
No lado das importações, a Bahia registrou US$ 749,7 milhões em julho, com queda de 18,2%, consequência da desaceleração da atividade econômica. O volume desembarcado caiu 9,7% e os preços diminuíram 9,4%, em média. Entretanto, os bens de capital tiveram comportamento contrário, com aumento de 6% no volume e elevação expressiva nos preços (44,5%) e valor (53%), reflexo de maior demanda por equipamentos para investimentos em infraestrutura e indústria.
No acumulado do ano até julho, as exportações baianas somaram US$ 6,28 bilhões, queda de 2,6%, enquanto as importações totalizaram US$ 5,28 bilhões, com recuo de 19,2%. O saldo comercial da Bahia foi superavitário em US$ 1 bilhão, revertendo o déficit de US$ 90,3 milhões registrado no mesmo período do ano passado. A corrente de comércio totalizou US$ 11,56 bilhões, apresentando retração de 10,95%.
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