Decisão de Alexandre de Moraes cita ações de Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro nas redes sociais como parte da estratégia para driblar medidas do STF
Paulo Sabbadin - SBT
Bolsonaro em casa durante manifestações | Reprodução

No domingo (3), quando apoiadores de Bolsonaro foram às ruas em protesto, o ex-presidente driblou a proibição de usar as redes sociais ao ser exibido nos perfis de seus filhos e apoiadores.
Em ligação com Flávio Bolsonaro, que participava do ato no Rio de Janeiro, o ex-presidente mandou um recado aos manifestantes: "Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos". A ligação foi publicada no Instagram, mas apagada horas depois.
Na decisão, Moraes afirma que Bolsonaro agiu "ilicitamente" ao produzir "dolosa e conscientemente material pré-fabricado para seus partidários continuarem a tentar coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça".
Outro filho a contribuir com a prisão do pai foi Carlos Bolsonaro, que usou o Instagram para pedir que seus apoiadores seguissem Jair nas redes sociais, ignorando a restrição imposta pelo STF a ele.
O mais citado na decisão de Moraes é o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Para o ministro, o ex-presidente segue o modus operandi do filho ao tentar "interferir ilicitamente no regular curso do processo judicial", resultando em pressão social sobre as autoridades". Eduardo tem defendido junto ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que as decisões judiciais contra seu pai são arbitrárias. Leia mais no sbtnews
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