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O tumor surgiu na cápsula de tecido fibroso que naturalmente se forma ao redor do implante, quase duas décadas após a cirurgia da paciente. O câncer se mostrou agressivo, infiltrando músculos e ossos do tórax, e não respondeu bem a quimioterapia e radioterapia, levando ao óbito em oito meses.
O BIA-SCC é extremamente raro, com menos de 20 casos documentados no mundo desde 1992, e não está ligado a um tipo específico de silicone ou técnica cirúrgica. Especialistas apontam que processos inflamatórios crônicos na cápsula podem provocar alterações celulares que originam o tumor.
O acompanhamento recomendado inclui exames periódicos, como ultrassom a partir do quinto ano após a cirurgia, com ressonância magnética em casos de suspeita de ruptura ou contratura. Sinais de alerta incluem aumento da mama, vermelhidão persistente, nódulos ou acúmulo de líquido ao redor do implante.
O estudo brasileiro também propôs um protocolo cirúrgico adaptado, defendendo a remoção completa da prótese e da cápsula na primeira intervenção para reduzir a chance de recorrência. O estadiamento deve considerar fatores específicos do tumor, como extravasamento de líquido e tipo de ressecção, visando tratamentos mais eficazes. Via 180graus
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