Foto: Reprodução / X

As medidas foram definidas em uma reunião de emergência entre a Associação Japonesa de Boxe Profissional (JPBA), a Comissão Japonesa de Boxe (JBC) e donos de academias. Entre as mudanças estão:
Testes de urina para avaliar a desidratação;
Regras mais rígidas contra a perda rápida de peso;
Obrigatoriedade de ambulâncias em todas as lutas, mesmo as que não sejam de campeonato mundial;
Parceria com hospitais especializados para cirurgias de emergência;
Definição de um período mínimo antes das lutas para interrupção dos treinos de sparring.
A causa exata das mortes ainda está sendo investigada, mas a Associação Mundial de Boxe aponta que a desidratação causada pela perda de peso rápida pode aumentar o risco de sangramento cerebral.
Kotari e Urakawa sofreram lesões graves em combates separados no Korakuen Hall, em Tóquio, no dia 2 de agosto, e morreram dias após passarem por cirurgias cerebrais.
O presidente da JPBA, Shoji Kobayashi, classificou as mortes como “realmente lamentáveis” e afirmou que o objetivo agora é “chegar a zero acidentes”.
Como resposta imediata, a JBC também reduziu de 12 para 10 rounds todas as disputas de título da Federação de Boxe Oriental e do Pacífico (OPBF).
Ainda este mês, um comitê de investigação vai apurar as causas das mortes e atualizar os protocolos de prevenção. A JBC e a JPBA também promoverão uma reunião de segurança com médicos e representantes do boxe amador.
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