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quarta-feira, 4 de junho de 2025

Hospital de Base faz procedimento para reduzir próstata aumentada sem cirurgia

Paciente de 89 anos realizou o procedimento menos invasivo e teve alta em dois dias; caso aconteceu em São José do Rio Preto, interior de São Paulo
Cirurgia de próstata menos invasiva é feita no SUS pela primeira vez | Foto: Reprodução/ Hospital de Base
SBT News
Pela primeira vez, um hospital público realizou pelo Sistema Único de Saúde um procedimento minimamente invasivo para tratar aumento benigno da próstata. O caso aconteceu no Hospital de Base de São José do Rio Preto, no interior paulista.

De acordo a coordenadora do Serviço de Urologia do HB, Ana Paula Bogdan, o paciente, Gumercindo Gonçalves da Silva, de 89 anos, tinha o órgão seis vezes maior que o normal, mas não tinha condições clínicas para cirurgia tradicional, que envolve anestesia geral, internação longa e outros riscos, devido à idade avançada e comorbidades do aposentado.

Chamada de Hiperplasia Prostática Benigna (HPB), a condição atinge metade dos homens com mais de 50 anos e até 90% daqueles acima dos 80, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia. Embora sem causa única definida, fatores hormonais, genéticos e o histórico familiar estão entre os possíveis desencadeadores.

De acordo com o órgão, a próstata, que envolve parte da uretra e se localiza abaixo da bexiga, pode crescer com o passar dos anos, provocando sintomas como jato urinário enfraquecido, idas constantes ao banheiro e sensação de esvaziamento incompleto. Em casos extremos e sem acompanhamento médico, há risco de comprometimento dos rins.

O procedimento de embolização prostática funciona como um tipo de “fechamento” dos pequenos vasos que levam sangue até a próstata. Ao reduzir o fluxo, a glândula diminui de tamanho e os sintomas melhoram. Tudo é feito por um cateter fino, inserido pela virilha, sem cortes, com anestesia local, com menor risco de complicações e com recuperação rápida. Embora eficaz, a técnica ainda é raramente oferecida pelo SUS, sendo mais comum na rede privada.

Gumercindo foi o primeiro a passar pela técnica no hospital. Ele foi diagnosticado há um ano e vinha em acompanhamento no Ambulatório de Especialidades do Hospital de Base. Com sangramento e dor, voltou à unidade no mês passado. Sem condições para cirurgia, foi submetido à embolização e teve alta dois dias depois.

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