Lumar da Silva deixou o hospital após três anos internado como paciente com transtorno bipolar
Victor Gouveia / Via LeiaJá
Foto: Reprodução

A determinação do juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, na última quarta (18), se baseia em laudos que confirmam a “estabilidade clínica do paciente” com diagnóstico de transtorno bipolar. As avaliações indicam que ele não precisa mais de internação, mas reforçam a necessidade de continuar com o acompanhamento intensivo multidisciplinar.
Dessa forma, Lumar será transferido para Campinas, no interior de São Paulo, onde continuará o tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Apesar da transferência do regime de tratamento, ele segue proibido de se ausentar da cidade sem autorização judicial, não pode frequentar prostíbulos, casas de jogos ou locais similares, nem consumir bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de entorpecente.
Na época do crime, a prima Patrícia Cosmo recebeu uma sacola de Lumar o coração da mãe, Maria Zélia da Silva, 55 anos. Em entrevista à Rádio Capital FM, ela admitiu que está com medo após a determinação judicial.
“É medo, né? Infelizmente, a gente fica com medo. A gente tem temor. Eu não sei nem como eu vou fazer para fugir disso. Ainda tô processando… Vai ser agora um momento de terror, de pressão psicológica. Acabou a nossa paz. Ele não só tirou a vida dela. Ele destruiu tudo. Minha mãe acolheu ele, e ele retribuiu com ódio, violência e uma crueldade que eu nunca vou esquecer”, disse.
Nenhum comentário:
Postar um comentário