Ocratoxina A é tóxica para os rins – conheça a substância encontrada no café "fake"
Lucas Soares / Olhardigital
Grãos de café/ Crédito: ril21 (shutterstock/reprodução)

De acordo com a Embrapa, a ocratoxina A (OTA) é uma toxina produzida por fungos dos gêneros Aspergillus. Ela é classificada como um metabólito secundário tóxico e está entre as micotoxinas mais preocupantes devido aos seus efeitos nocivos à saúde humana e animal.
Quais são os riscos da substância encontrada no “café fake” para os humanos?
Uma pesquisa de 2016, publicada no PubMed Central (PMC), analisou os riscos da substância para animais e humanos.
Estudos indicam que a ocratoxina
A causa danos aos rins e tumores renais em diversas espécies animais.
Em humanos, os efeitos são menos documentados, mas já há registros de associação entre a exposição à OTA e doenças renais, como nefropatia endêmica e nefropatia intersticial crônica.
Anvisa retira marcas de café de circulação
A Anvisa proibiu três marcas de “café fake” de fabricarem e venderem “pó para preparo de bebida sabor café”. Além disso, proibiu propagandas dos produtos citados.
As marcas são: Melissa, Pingo Preto e Oficial. A decisão foi tomada após inspeções constatarem a presença da toxina ocratoxina A, substância imprópria para consumo humano.
Agora, todos os lotes esses produtos deverão ser recolhidos. E os já adquiridos precisam ser descartados.
As marcas em questão já haviam sido desclassificadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) no final de março. Além da toxina, os produtos apresentavam matérias estranhas e impurezas acima do permitido pela legislação brasileira.
Ainda foram identificadas irregularidades na rotulagem. As marcas informavam conter “polpa de café” e “café torrado e moído”, mas utilizavam ingredientes de qualidade inferior, como grão cru ou até resíduos. Por isso, são conhecidos como “café fake”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário