Vitelio Brustolin afirma que o próximo pontífice estará diante de um mundo à beira de uma guerra

Brustolin reforçou que Francisco defendeu a dignidade dos refugiados e se dedicou a temas ambientais. Ele avaliou que Francisco foi um “Papa muito corajoso”. Como exemplo, citou as vezes que criticou Donald Trump, ainda em seu primeiro mandato, em 2016, ao criticar a construção de um muro entre os Estados Unidos e o México. Também destacou o momento em que pediu desculpas aos indígenas canadenses pelas atitudes da igreja católica no país.
Professor da Universidade Federal Fluminense e pesquisador da Universidade de Harvard (EUA), Brustolin analisou, na entrevista concedida ao programa Poder Expresso, as mudanças na diplomacia vaticana, a atuação do Papa em temas como imigração, meio ambiente e negociações de paz.
“O que pode fazer muita falta caso ele seja substituído por um papa de perfil menos carismático é justamente essa facilidade de se comunicar com a população do mundo inteiro”.
Sobre a escolha do próximo papa, Brustolin reforçou que a Igreja é conservadora e não é possível esperar que o seu próximo líder seja tão diferente dela. Além disso, afirmou que o mundo em que o próximo pontífice se deparará é uma Terra à beira da guerra.
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