Ao menos 12 instituições internacionais assinaram documento que alerta para os altos índices de desnutrição no enclave palestino devastado pela guerra
Deslocados se amontoam no norte da Faixa de Gaza para receber alimento em meio a crise humanitária | OMS
SBT News

De acordo com a ONU, as crianças em Gaza estão sofrendo gravemente com a falta de alimentos adequados. A maioria delas está se alimentando apenas uma vez por dia.
Amande Bazerolle, coordenadora de emergência em Gaza para os Médicos Sem Fronteiras, destacou a gravidade da situação: "Os humanitários são forçados a assistir pessoas sofrerem e morrerem enquanto enfrentam as mesmas condições ameaçadoras à vida", e acrescentou que "isso não é um fracasso humanitário – é uma escolha política, e um ataque deliberado à capacidade de sobrevivência de um povo, realizado com impunidade."
Desde o início do bloqueio, em 2 de março, nenhum alimento, combustível ou remédio entrou em Gaza. Israel retomou seus ataques ao enclave devastado pela guerra em 18 de março, quebrando o cessar-fogo costurado por EUA, Catar e Egito. Tel Aviv alega que o objetivo é pressionar o Hamas a liberar reféns israelenses.
O escritório humanitário da ONU, conhecido como OCHA, disse que quase toda a população de Gaza, com mais de 2 milhões de pessoas, agora depende de cozinhas de caridade, que só conseguem preparar 1 milhão de refeições por dia. As refeições consistem principalmente de arroz ou massa, sem legumes frescos ou carne.
"Crianças estão comendo menos de uma refeição por dia e lutando para encontrar sua próxima refeição", disse Bushra Khalil, chefe de políticas da Oxfam. "Todos estão comendo apenas alimentos enlatados. A desnutrição e focos de fome estão definitivamente ocorrendo em Gaza."
Em março, mais de 3.600 crianças foram admitidas para tratamento de desnutrição aguda, um aumento em relação a cerca de 2.000 no mês anterior, de acordo com a OCHA, que afirmou que "a rápida deterioração da situação nutricional já é visível."
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