Faixa de renda muito baixa registrou a menor inflação, de 5,24%
Daniella Longuinho, da Rádio Nacional
© Marcello Casal JrAgência Brasil


Os dados são do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo o levantamento, a desaceleração para as classes de menor renda foi impulsionada, principalmente, pelo reajuste menor nas tarifas de energia elétrica, de 0,12%, e as quedas nos preços das passagens de ônibus urbano, 1,1%, e do metrô, 1,7%.
Em relação às famílias de renda alta, a melhora das taxas do grupo de educação, de 0,9% em fevereiro para 0,6% em março, foi mais determinante.
Para os demais segmentos, a contribuição positiva à inflação veio do grupo de alimentos e bebidas. As altas mais expressivas de inflação vieram dos ovos, 13%, do café, 8%, do leite, 3,3% e do tomate, 22,6%. Alguns alívios aconteceram em itens como arroz, -1,8%, feijão-preto, queda de 3,9%, carnes, redução de 1,6%, e óleo de soja, -2,%.
Na comparação com março de 2024, os dados indicam que, em março deste ano, a inflação acelerou para todas as faixas de renda, com um impacto mais significativo nas classes de rendas mais altas.
Nos últimos doze meses, as principais pressões inflacionárias vieram dos grupos alimentos e bebidas, transportes e saúde e cuidados pessoais.
Considerando o acumulado de doze meses, incluindo os dados de março, a faixa de renda muito baixa registrou a menor inflação, de 5,24%, enquanto o segmento de renda alta apresentou a taxa mais elevada, 5,61%. Edição:Roberto Piza / Radioagência
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