Eu não tive como ir, pois não tenho dinheiro", contou.Em Feira de Santana, Juan Diego conta que tentou arrumar um emprego para poder se manter e conseguir ir embora, mas não conseguiu porque não possui carteira de trabalho. "Sou estrangeiro e não posso retirar a carteira de trabalho aqui. Entrei com visto visitante, válido por 90 dias e já venceu, tenho medo de ser preso ou até de morrer ficando na rua", desabafou, acrescentando que não tem passaporte. O colombiano está tendo ajuda de duas famílias que residem no bairro Rua Nova, que se sensibilizaram com a história dele. Ele está dormindo provisoriamente em uma fábrica de vassouras e se alimenta na casa dos moradores. Edilene Nunes conta que desde terça-feira o jovem está sendo ajudado pelos moradores. "Ele chegou aqui na terça pedindo comida, nos sensibilizou com a sua história. Não temos condições físicas e financeiras para abrigá-lo, mas conseguimos um lugar para ele dormir e o alimentamos, não podemos negar um prato de comida a ninguém", afirmou. Outra que está ajudando o jovem é Daniela da Silva Uchôa que além de oferecer alimentação, o está acompanhando a vários órgãos na cidade com o intuito de conseguir ajuda. "Fomos no CRAS, na Polícia Federal e na secretaria de Desenvolvimento Social, mas não foi feito nada até o momento. Apenas um joga para lá e para cá e nada de solução. Estou indignada com esta situação, ele é um ser humano e independente de ser ou não brasileiro as autoridades devem adotar as medidas legais para ajudá-lo", afirmou. Um dos órgãos procurados foi o Centro de Referência Especializado de Assistência Social para População em Situação de Rua (Creas Pop Rua). A assistente social Silvia Cristina Jesus informou que ao ser procurada pelo colombiano entrou em contato com a Embaixada da Colômbia no Brasil sendo informada que não poderia fazer nada. "A pessoa que nos atendeu ainda mandou que o Juan comprasse algumas balas e fosse vender nos semáforos para conseguir dinheiro. Oferecemos colocá-lo em um abrigo provisório, mas ele preferiu ficar no local que estava no bairro Rua Nova", destacou.
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domingo, 14 de setembro de 2014
Colombiano veio para Copa e não tem dinheiro para voltar
Eu não tive como ir, pois não tenho dinheiro", contou.Em Feira de Santana, Juan Diego conta que tentou arrumar um emprego para poder se manter e conseguir ir embora, mas não conseguiu porque não possui carteira de trabalho. "Sou estrangeiro e não posso retirar a carteira de trabalho aqui. Entrei com visto visitante, válido por 90 dias e já venceu, tenho medo de ser preso ou até de morrer ficando na rua", desabafou, acrescentando que não tem passaporte. O colombiano está tendo ajuda de duas famílias que residem no bairro Rua Nova, que se sensibilizaram com a história dele. Ele está dormindo provisoriamente em uma fábrica de vassouras e se alimenta na casa dos moradores. Edilene Nunes conta que desde terça-feira o jovem está sendo ajudado pelos moradores. "Ele chegou aqui na terça pedindo comida, nos sensibilizou com a sua história. Não temos condições físicas e financeiras para abrigá-lo, mas conseguimos um lugar para ele dormir e o alimentamos, não podemos negar um prato de comida a ninguém", afirmou. Outra que está ajudando o jovem é Daniela da Silva Uchôa que além de oferecer alimentação, o está acompanhando a vários órgãos na cidade com o intuito de conseguir ajuda. "Fomos no CRAS, na Polícia Federal e na secretaria de Desenvolvimento Social, mas não foi feito nada até o momento. Apenas um joga para lá e para cá e nada de solução. Estou indignada com esta situação, ele é um ser humano e independente de ser ou não brasileiro as autoridades devem adotar as medidas legais para ajudá-lo", afirmou. Um dos órgãos procurados foi o Centro de Referência Especializado de Assistência Social para População em Situação de Rua (Creas Pop Rua). A assistente social Silvia Cristina Jesus informou que ao ser procurada pelo colombiano entrou em contato com a Embaixada da Colômbia no Brasil sendo informada que não poderia fazer nada. "A pessoa que nos atendeu ainda mandou que o Juan comprasse algumas balas e fosse vender nos semáforos para conseguir dinheiro. Oferecemos colocá-lo em um abrigo provisório, mas ele preferiu ficar no local que estava no bairro Rua Nova", destacou.
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