O influenciador digital Gabriel Spalone foi extraditado da Argentina e chegou ao Brasil na última sexta-feira (21/11), desembarcando no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). Réu por furto qualificado e associação criminosa, ele é apontado pela Polícia Civil de São Paulo como um dos responsáveis pelo desvio de mais de R$ 146 milhões de uma instituição financeira por meio de transações via Pix, investigadas na Operação Dubai. Com informações de Terra.
Spalone havia sido preso há quase dois meses no Aeroporto Internacional de Ezeiza, em Buenos Aires, após ter seu nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Ele foi detido em 27 de setembro por autoridades argentinas e um oficial da agência internacional, poucos dias depois de ter fugido do Brasil, mesmo já tendo a prisão decretada pela 1ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), do Deic.
Segundo a investigação, o influenciador deixou São Paulo de carro em direção a Foz do Iguaçu (PR), entrou no Paraguai e embarcou para Nova York. A polícia afirma que o objetivo final era chegar a Dubai. No entanto, durante conexão no Panamá, Spalone teve seu embarque para os Estados Unidos recusado após alerta da aduana americana. Ele foi detido na área de trânsito do aeroporto após tentar seguir viagem para Amsterdã e, em seguida, enviado à Argentina, onde permaneceu preso até a extradição.
Empresário e proprietário das fintechs Dubai Cash e Next Trading Dubai, Spalone acumulava mais de 800 mil seguidores no Instagram, onde exibia rotina de negócios e um estilo de vida luxuoso. Após sua chegada ao Brasil, ele foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos. O Terra informou que tentou contato com a defesa do influenciador, que ainda não se manifestou.
De acordo com a Polícia Civil, o banco vítima identificou uma movimentação atípica em 26 de fevereiro. Entre 4h23 e 9h47 daquele dia, foram realizadas 607 transferências via Pix, totalizando R$ 146.593.142,28. As operações partiram de dez contas ligadas a uma empresa parceira da fintech responsável pelo chamado “pix indireto”, prática considerada ilegal. O banco conseguiu recuperar R$ 100 milhões, mas ainda houve prejuízos significativos para a instituição e empresas envolvidas.
A Operação Dubai cumpriu mandados de busca em endereços da Vila Leopoldina, Morumbi, Vila Santo Henrique e Jardim Ampliação, na capital paulista. Além de Spalone, outras duas pessoas foram presas e respondem pelo mesmo esquema criminoso, atualmente em liberdade.
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