Indícios de Propina| Gigante do AGRO Admite Irregularidades e Planeja Revisão de Balanços
Imagem: Reprodução

As inforações são do portal AGFeed, e as investigações revelaram que os pagamentos ocorreram entre 2014 e 2017. No entanto, a revisão a partir de 2021 coincide com o processo de abertura de capital da Caramuru, que, embora ainda não tenha realizado sua oferta pública de ações, continua listada como “Categoria A” na CVM para a emissão de títulos de valores mobiliários.
Em resposta ao ocorrido, três funcionários foram desligados da companhia. A Caramuru informou que, por questões éticas, não divulgará os nomes dos envolvidos. Além disso, a empresa não comentou se o caso tem relação com as renúncias, em dezembro passado, do então diretor-presidente Júlio César da Costa e do diretor de Logística e Porto Antônio Ismael Ballan.
Os balanços serão revisados pela Deloitte Touche Tohmatsu Auditores Independentes, que já havia auditado a empresa no período. A Caramuru anunciou ainda a substituição da Deloitte pela Ernst & Young Auditores Independentes para as auditorias financeiras de 2024. Segundo a empresa, os impactos financeiros identificados até o momento são irrelevantes para suas demonstrações financeiras.
A descoberta dos indícios ocorreu de forma quase acidental, durante uma investigação interna iniciada após uma denúncia anônima recebida pela Deloitte sobre práticas de gestão tributária e operacional. A investigação revelou trocas de mensagens entre funcionários da Caramuru e o fiscal, onde o achaque era evidente.
O diretor-presidente Marcus Thieme afirmou que, apesar do escândalo, os resultados da companhia em 2024 foram positivos, com lucro superior a 2023, boa geração de caixa e liquidez robusta. A Caramuru, que relatou um faturamento de R$ 7,59 bilhões em 2023, continua otimista quanto às suas operações futuras, especialmente com a expectativa gerada pelo programa Combustível do Futuro.
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