> TABOCAS NOTICIAS : Ministra do STJ sugere pacto nacional pela dignidade sexual das mulheres

domingo, 28 de junho de 2026

Ministra do STJ sugere pacto nacional pela dignidade sexual das mulheres

Marluce Caldas propôs pacto nacional pela dignidade sexual das mulheres e classificou o problema como “epidemia silenciosa” no país
Max Rocha/STJ
A ministra Marluce Caldas, do Superior Tribunal de Justiça, propôs a criação de um pacto nacional pela dignidade sexual das mulheres, visando a transformação de uma cultura da indignidade que começa ainda na infância.

A ideia, apresentada durante sessão da 3ª Seção do STJ de 18 de junho, é estabelecer metas a serem cumpridas ao longo de dez anos, com o objetivo de acelerar e qualificar as decisões judiciais, mas, principalmente, conscientizar a população.

Dentre as propostas está a criação de varas especializadas de violência sexual no país e a criação de um protocolo nacional de depoimento especial, tema gerador de nulidades processuais e que vem sendo abordado pelo Conselho Nacional de Justiça.

Sugeriu ainda meta de pelo menos 180 dias entre a denúncia e a sentença, “para que a sociedade perceba que, junto com a dor dessas crianças, existe uma resposta estatal”. E a redução de 40% no tempo médio na tramitação dos processos de estupro de vulneráveis.

Por fim, propôs o aumento mensurável da taxa de notificação, com indicador de confiança institucional e capacitação de 100% dos magistrados criminais para lidar com essa temática, além de estímulo a especialização de promotores, advogados e defensores públicos.

Pacto nacional de enfrentamento
A modelo apontado pela ministra Marluce Caldas é o mesmo que levou o Brasil a controlar as mortes violentas causadas no trânsito por conta do consumo de álcool.

Segundo o portal G1, Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) indicam que a taxa de mortes caiu 19,5% no Brasil entre 2010 e 2024, embora tenha registrado aumento nos últimos anos.

O problema, segundo a magistrada, é que enquanto nos casos de trânsito as estatísticas são fidedignas, os crimes sexuais no Brasil podem estar subestimados por conta da falta de notificação e denúncias. Para ela, é uma questão de cultura. Mais na conjur

Nenhum comentário:

Postar um comentário