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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Adultos organizam o mês, mas não planejam futuro, diz estudo

Estudo revela desafios dos brasileiros para criar reservas, investir para a aposentadoria e se preparar para imprevistos
Camilly Rosaboni/SBT
Índice Planejar mostra desafios no planejamento financeiro dos brasileiros | Reprodução/Magnific
Os brasileiros conseguem organizar as contas do mês, mas ainda encontram dificuldades para planejar o futuro financeiro. É o que aponta o Índice Planejar, criado pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), que avalia o comportamento financeiro de brasileiros das classes A, B e C com acesso à internet.

Na primeira edição do levantamento, o país registrou 52,7 pontos em uma escala de 0 a 100 — quanto maior a pontuação, maior o nível de planejamento financeiro. A população de 25 a 44 anos aparece como a mais vulnerável entre as faixas etárias analisadas.

Segundo a Planejar, o resultado mostra que ainda há espaço para avançar no planejamento das finanças pessoais. “Isso mostra que ainda tem muita oportunidade para trabalhar o planejamento financeiro na população brasileira”, afirma Hilton Notini, gestor de Riscos e consultor da Planejar.

Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (10), a entidade destacou quatro principais conclusões do estudo:
organização financeira não significa, necessariamente, resiliência;
ter dinheiro investido não representa, por si só, uma reserva financeira;
há dificuldades para investir com foco na aposentadoria;
brasileiros de 25 a 44 anos são os mais pressionados financeiramente.

Organização financeira não garante proteção
A gestão orçamentária foi a dimensão com melhor desempenho entre os brasileiros. No entanto, o levantamento aponta uma diferença importante entre saber organizar receitas e despesas e ter recursos suficientes para enfrentar uma emergência.

Isso significa que uma pessoa pode saber quanto ganha e quanto gasta, mas ainda assim não ter uma estrutura financeira capaz de absorver uma perda de renda ou um gasto inesperado.

“Organização financeira não basta. Eu ainda posso saber quanto ganho e gasto, mas precisar recorrer a um financiamento para pagar alguma conta em atraso ou deixar um boleto para trás", afirma Ana Leoni, CEO da Planejar.
Divulgação/Planejar
Um dos exemplos está na formação de reservas. O estudo aponta desempenho maior no item relacionado à posse de produtos de poupança ou investimento (75,7 pontos) do que na capacidade de manter a vida financeira diante de uma interrupção de renda (21,3 pontos).

Por isso, a pesquisa diferencia ter algum dinheiro investido de contar com uma reserva financeira adequada para situações de emergência.

Planejamento para o futuro ainda é desafio
Outro ponto de atenção está no planejamento de longo prazo. Os resultados mostram uma distância entre reconhecer a importância de se preparar para a aposentadoria e adotar, de fato, comportamentos voltados a esse objetivo.

O planejamento de longo prazo registrou 43,3 pontos, enquanto a dimensão relacionada à previdência privada teve apenas 15,3 pontos, uma das menores notas do levantamento. “É uma das piores notas que temos no estudo”, afirma Hilton Notini.

Adultos de 25 a 44 anos são os mais pressionados
O nível de planejamento financeiro não aumenta necessariamente conforme a idade. Entre as faixas analisadas, os brasileiros de 25 a 44 anos apresentaram o pior desempenho, enquanto o grupo com 61 anos ou mais teve o melhor resultado. Mais no sbtnews

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