Medida judicial veio dois dias depois de o Consórcio Maracanã rejeitar o pedido vascaíno para utilizar o estádio
Vinícius Daniel•galaticosonline
Foto: João Gabriel Alves/Vasco
A medida judicial veio dois dias depois de o Consórcio Maracanã rejeitar o pedido vascaíno para utilizar o estádio. A administração, comandada por Flamengo e Fluminense, justificou a decisão citando o calendário de partidas e as condições do gramado.
Para o Vasco, porém, a escolha do Maracanã não representa apenas uma preferência por um estádio com maior capacidade. Na ação, o clube afirma que precisa indicar um local que esteja de acordo com as exigências da Conmebol para a semifinal da competição.
Segundo o regulamento da Copa Sul-Americana, partidas a partir dessa fase precisam ser realizadas em estádios com capacidade mínima de 30 mil torcedores. Por esse motivo, o Vasco sustenta que São Januário não pode receber o confronto nas condições atuais.
“A busca pelo Maracanã, portanto, não decorre de mera preferência do VASCO por um estádio de maior capacidade, mas da necessidade de indicar uma praça esportiva que cumpra as exigências da competição para o jogo que o clube tem o direito de sediar no Rio de Janeiro”, argumentou o clube no processo.
Esta é a terceira vez na temporada que o Vasco recebe uma negativa para utilizar o Maracanã. As solicitações anteriores aconteceram para partidas contra Vitória e Palmeiras, pela Copa do Brasil. Em todas as ocasiões, a administração do estádio apontou a sequência de jogos e o desgaste do campo como fatores para a recusa.
Na ação apresentada à Justiça, a defesa vascaína também cita o calendário de Flamengo e Fluminense. O clube argumenta que os dois administradores do Maracanã já realizaram partidas no estádio com intervalos menores do que o período considerado na atual situação.
Agora, o Vasco aguarda uma decisão judicial sobre o pedido de urgência. O duelo contra o Boca Juniors está marcado para 20 de outubro, enquanto o primeiro jogo da semifinal será disputado no dia 13, na La Bombonera, na Argentina.
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