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terça-feira, 13 de outubro de 2026

TSE se reúne com campanhas de Lula e Flávio nesta terça (13)

Encontro terá presença de coordenadores-gerais e advogados dos candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial
SBT News
Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Kassio Nunes Marques | Divulgação/Antonio Augusto/TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, tem reunião nesta terça-feira (13) com coordenadores-gerais e advogados das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro.

O encontro deve ser fechado e ocorrerá às 15h30, no gabinete da presidência da Corte Eleitoral, em Brasília. O objetivo é alinhar o cumprimento de regras eleitorais na disputa de segundo turno, após decisões do TSE que levaram à derrubada de posts e de outras ações de campanha.

Integrantes da campanha de Flávio acusam o grupo de Lula de descumprir o acordo de conformidade do tribunal contra fake news e, ao SBT News, afirmaram que exigem fair play, disputa mais justa dos candidatos nas redes sociais.

No domingo, acolhendo pedido do filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL), Nunes Marques chegou a tirar do ar o "Exército do Lula", canal criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) no WhatsApp. A decisão, no entanto, foi derrubada pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, até que o plenário do TSE analise o assunto.

Já a campanha de Lula acusa o grupo de Flávio de receber favorecimento da Meta com exclusão de conteúdos do campo lulista e priorizar engajamento do material de campanha do senador. Para o PT, isso demonstra interferência das big techs (plataformas de redes sociais) na disputa eleitoral.

Entre domingo (11) e essa segunda (12), o presidente chegou a dizer que estava "desconfiado" do TSE, sugeriu que o tribunal está "extrapolando" em decisões contra a campanha dele e afirmou que Nunes Marques "não pode ter lado na política".

Em esclarecimento enviado ao tribunal, a Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e Threads, apontou que uma "falha técnica global" impactou o número de visualizações de postagens ligadas a Lula, mas negou que a distribuição de conteúdos tenha sido afetada.

No documento, a coligação Brasil Pronto pra Mais, da qual o PT faz parte, questionou possíveis restrições algorítmicas à distribuição de conteúdos políticos e apontou supostas irregularidades nas plataformas da Meta. Entre os elementos mencionados estão relatos de usuários, publicações nas redes sociais, estudos sobre anúncios políticos e levantamentos sobre perfis que poderiam atuar de maneira coordenada.

Em sua defesa, a empresa afirmou que as acusações não estão acompanhadas de provas técnicas suficientes para demonstrar tratamento desigual entre candidaturas. Segundo a Meta, parte dos estudos citados não foi anexada ao processo, e os levantamentos não apresentariam informações suficientes para reproduzir as análises.

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