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sábado, 3 de outubro de 2026

Clubes querem mais tempo para se adequar ao Fair Play Financeiro

Santos lidera articulação para estender período de adaptação das dívidas anteriores a 2026; proposta divide opiniões entre as equipes
Juliana Rodrigues•galaticosonline
Foto: Divulgação/ CBF
A proximidade do fim do período de transição do Sistema de Sustentabilidade Financeira colocou os clubes brasileiros diante de uma nova discussão. Equipes das Séries A e B articulam um pedido para ampliar o prazo de adaptação das dívidas contraídas antes de 2026. O regulamento da ANRESF prevê que esse passivo tenha tratamento exclusivamente de advertência até 30 de novembro de 2026; depois disso, outras sanções passam a ser aplicáveis.

O Santos encabeça o movimento e defende que a transição seja estendida até novembro de 2028 ou, ao menos, até o fim de 2027. A justificativa apresentada pelos clubes é que o passivo acumulado do futebol brasileiro exige mais tempo para ser reorganizado. A perda de receitas ligadas às casas de apostas também aparece entre os argumentos utilizados na articulação. Ao mesmo tempo, há equipes contrárias à mudança, sob o argumento de que uma flexibilização poderia beneficiar clubes que não conseguiram manter suas obrigações em dia.

Pelo modelo atual, o sistema monitora, entre outros pontos, dívidas vencidas com clubes, funcionários e poder público. Para obrigações antigas, a partir do fim da transição, o regulamento prevê um conjunto mais amplo de sanções, que pode incluir bloqueio de registros e outras penalidades previstas no sistema. Já outros pilares do Fair Play Financeiro possuem adequações graduais: o limite de endividamento de curto prazo, por exemplo, só chegará ao parâmetro integral em 2029.

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