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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Busca por empréstimo para negativados se aproxima da procura por crédito pessoal

Levantamento da Juros Baixos mostra que os dois termos registram centenas de milhares de buscas mensais no Google. Na plataforma, consumidores com renda de até R$ 3 mil ganharam participação nos contratos, enquanto o crédito destinado à composição de dívidas também avançou. Fonte: IJBE Q2/2026 - Índice Juros Baixos de Empréstimo

A procura por empréstimo para negativados já se aproxima da busca por crédito pessoal. Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o termo “empréstimo negativado” registrou cerca de 858 mil buscas mensais no Google, enquanto “empréstimo pessoal” teve aproximadamente 748 mil, segundo a edição Q2/2026 do Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE).

Os números são estimativas do Google Keyword Planner, ferramenta que apresenta volumes de pesquisa arredondados. Por isso, o levantamento considera que os dois termos registram volumes semelhantes, sem determinar qual deles é o mais buscado.

O estudo também mostra que consumidores de menor renda ganharam participação nos contratos realizados pela Juros Baixos e que uma parcela maior do crédito pessoal no país passou a ser destinada à composição de dívidas.

Interesse por empréstimo para negativados aumentou no último ano
Além do volume mensal de pesquisas, o IJBE identificou um aumento do interesse por empréstimos para negativados em relação à procura por crédito pessoal.

Entre outubro de 2024 e março de 2025, o interesse por “empréstimo negativado” correspondia, em média, a 58% do registrado para “empréstimo pessoal”, segundo análise do IJBE com dados do Google Trends. No mesmo período do ano seguinte, essa proporção chegou a 66%.

Nos meses seguintes de 2026, a relação permaneceu entre 62% e 66%, acima do patamar registrado no início da análise.

Diferentemente do volume mensal de pesquisas, o Google Trends mede o interesse relativo pelos termos pesquisados, em uma escala de 0 a 100. Essa comparação permite acompanhar como a procura por empréstimos para negativados mudou em relação à busca por crédito pessoal.

O levantamento também identificou uma concentração das pesquisas nos primeiros meses do ano. Em 2025 e 2026, janeiro e fevereiro registraram mais interesse por empréstimos do que junho e julho, tanto nas buscas por crédito pessoal quanto nas pesquisas por empréstimos para negativados.

Embora esse comportamento tenha se repetido nos dois anos, o período analisado ainda é curto para confirmar que a procura segue esse padrão todos os anos.

"Hoje, a busca por empréstimo para negativados já está muito próxima da procura por empréstimo pessoal. Para quem está com restrição no CPF e precisa de crédito, é importante comparar as ofertas, avaliar o valor das parcelas e entender o custo total do empréstimo antes de contratar. A pressa para resolver uma dificuldade financeira não pode levar a uma dívida ainda maior", afirma Guilherme Nasser, cofundador e CEO da Juros Baixos.

Consumidores com renda de até R$ 3 mil ganham espaço nos contratos
Entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, aumentou a participação de consumidores com renda mensal de até R$ 3 mil nos contratos realizados*. Juntas, essas faixas ganharam 7,4 pontos percentuais.

O crescimento foi maior entre quem recebe de R$ 1.501 a R$ 3.000 por mês. Esse grupo passou a representar 42% dos contratos, um aumento de 5,7 pontos percentuais em um ano.

A faixa de renda de até R$ 1.500 também ganhou participação, com avanço de 1,8 ponto percentual. Já os consumidores com renda superior a R$ 3 mil perderam espaço no período, conforme a comparação abaixo:

Faixa de renda mensal
Variação na participação dos contratos
Até R$ 1.500: +1,8 ponto percentual
R$ 1.501 a R$ 3.000: +5,7 pontos percentuais
R$ 3.001 a R$ 5.000: −2,2 pontos percentuais
R$ 5.001 a R$ 10.000: −4,0 pontos percentuais
Acima de R$ 10.000: −1,2 ponto percentual

*Os percentuais consideram os contratos realizados por meio da plataforma Juros Baixos com as instituições financeiras parceiras. Os resultados representam o perfil desses consumidores, e não o de todo o mercado brasileiro de crédito.

O crédito para reorganizar as dívidas também ganhou espaço
A parcela do crédito pessoal não consignado destinada à composição de dívidas aumentou no período analisado pelo IJBE, segundo cálculos do levantamento com base em dados oficiais do Banco Central.

Entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, a participação dessas operações passou de 21,5% para 24,5%, um aumento de 3 pontos percentuais. Junho de 2026 registrou o maior percentual dos 15 meses analisados.

A composição de dívidas é uma categoria de crédito usada para reunir ou reorganizar débitos existentes. O aumento da participação dessas operações, porém, não permite identificar os motivos individuais que levaram os consumidores a contratar esse tipo de empréstimo.


Com isso, a participação do empréstimo pessoal não consignado no total dessas concessões caiu de 35,2% para 30,8%.

Os dados mostram que, embora as concessões de crédito para pessoas físicas tenham crescido nesse segmento, o empréstimo pessoal não consignado perdeu espaço. Esses resultados, no entanto, não permitem afirmar que um movimento tenha provocado o outro.

Sobre o IJBE
O IJBE (Índice Juros Baixos de Empréstimo) é um levantamento da Juros Baixos sobre o comportamento do mercado de crédito no Brasil.

A edição Q2/2026 analisa dados de abril de 2025 a junho de 2026, reunindo séries públicas do Banco Central e informações agregadas de simulações e contratos realizados na plataforma Juros Baixos.

O estudo também acompanhou o interesse dos brasileiros por diferentes modalidades de empréstimo a partir de dados do Google Trends e do Google Keyword Planner.

Os relatórios publicados têm acesso público e gratuito.

Sobre a Juros Baixos
A Juros Baixos é um marketplace de crédito que conecta consumidores que buscam crédito a ofertas de mais de 40 instituições parceiras autorizadas pelo Banco Central. A simulação é online, gratuita e sem compromisso.

Mais de 10 milhões de brasileiros já utilizaram a plataforma, que processa mais de R$ 13 bilhões em simulações por mês.

Para as instituições parceiras, oferece uma infraestrutura de originação via API e soluções de Embedded Finance para distribuição de produtos financeiros.

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