Levantamento da Juros Baixos mostra que os dois termos registram centenas de milhares de buscas mensais no Google. Na plataforma, consumidores com renda de até R$ 3 mil ganharam participação nos contratos, enquanto o crédito destinado à composição de dívidas também avançou. Fonte: IJBE Q2/2026 - Índice Juros Baixos de Empréstimo
A procura por empréstimo para negativados já se aproxima da busca por crédito pessoal. Entre setembro de 2025 e agosto de 2026, o termo “empréstimo negativado” registrou cerca de 858 mil buscas mensais no Google, enquanto “empréstimo pessoal” teve aproximadamente 748 mil, segundo a edição Q2/2026 do Índice Juros Baixos de Empréstimo (IJBE).
Os números são estimativas do Google Keyword Planner, ferramenta que apresenta volumes de pesquisa arredondados. Por isso, o levantamento considera que os dois termos registram volumes semelhantes, sem determinar qual deles é o mais buscado.
O estudo também mostra que consumidores de menor renda ganharam participação nos contratos realizados pela Juros Baixos e que uma parcela maior do crédito pessoal no país passou a ser destinada à composição de dívidas.
Interesse por empréstimo para negativados aumentou no último ano
Além do volume mensal de pesquisas, o IJBE identificou um aumento do interesse por empréstimos para negativados em relação à procura por crédito pessoal.
Entre outubro de 2024 e março de 2025, o interesse por “empréstimo negativado” correspondia, em média, a 58% do registrado para “empréstimo pessoal”, segundo análise do IJBE com dados do Google Trends. No mesmo período do ano seguinte, essa proporção chegou a 66%.
Nos meses seguintes de 2026, a relação permaneceu entre 62% e 66%, acima do patamar registrado no início da análise.
Diferentemente do volume mensal de pesquisas, o Google Trends mede o interesse relativo pelos termos pesquisados, em uma escala de 0 a 100. Essa comparação permite acompanhar como a procura por empréstimos para negativados mudou em relação à busca por crédito pessoal.
O levantamento também identificou uma concentração das pesquisas nos primeiros meses do ano. Em 2025 e 2026, janeiro e fevereiro registraram mais interesse por empréstimos do que junho e julho, tanto nas buscas por crédito pessoal quanto nas pesquisas por empréstimos para negativados.
Embora esse comportamento tenha se repetido nos dois anos, o período analisado ainda é curto para confirmar que a procura segue esse padrão todos os anos.
"Hoje, a busca por empréstimo para negativados já está muito próxima da procura por empréstimo pessoal. Para quem está com restrição no CPF e precisa de crédito, é importante comparar as ofertas, avaliar o valor das parcelas e entender o custo total do empréstimo antes de contratar. A pressa para resolver uma dificuldade financeira não pode levar a uma dívida ainda maior", afirma Guilherme Nasser, cofundador e CEO da Juros Baixos.
Consumidores com renda de até R$ 3 mil ganham espaço nos contratos
Entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, aumentou a participação de consumidores com renda mensal de até R$ 3 mil nos contratos realizados*. Juntas, essas faixas ganharam 7,4 pontos percentuais.
O crescimento foi maior entre quem recebe de R$ 1.501 a R$ 3.000 por mês. Esse grupo passou a representar 42% dos contratos, um aumento de 5,7 pontos percentuais em um ano.
A faixa de renda de até R$ 1.500 também ganhou participação, com avanço de 1,8 ponto percentual. Já os consumidores com renda superior a R$ 3 mil perderam espaço no período, conforme a comparação abaixo:
Faixa de renda mensal
Variação na participação dos contratos
Até R$ 1.500: +1,8 ponto percentual
R$ 1.501 a R$ 3.000: +5,7 pontos percentuais
R$ 3.001 a R$ 5.000: −2,2 pontos percentuais
R$ 5.001 a R$ 10.000: −4,0 pontos percentuais
Acima de R$ 10.000: −1,2 ponto percentual
*Os percentuais consideram os contratos realizados por meio da plataforma Juros Baixos com as instituições financeiras parceiras. Os resultados representam o perfil desses consumidores, e não o de todo o mercado brasileiro de crédito.
A parcela do crédito pessoal não consignado destinada à composição de dívidas aumentou no período analisado pelo IJBE, segundo cálculos do levantamento com base em dados oficiais do Banco Central.
Entre o segundo trimestre de 2025 e o mesmo período de 2026, a participação dessas operações passou de 21,5% para 24,5%, um aumento de 3 pontos percentuais. Junho de 2026 registrou o maior percentual dos 15 meses analisados.
A composição de dívidas é uma categoria de crédito usada para reunir ou reorganizar débitos existentes. O aumento da participação dessas operações, porém, não permite identificar os motivos individuais que levaram os consumidores a contratar esse tipo de empréstimo.
No mesmo intervalo, as concessões de crédito com recursos livres não rotativo para pessoas físicas cresceram 12,4%, enquanto o crédito pessoal não consignado recuou 1,9%.
Com isso, a participação do empréstimo pessoal não consignado no total dessas concessões caiu de 35,2% para 30,8%.
Os dados mostram que, embora as concessões de crédito para pessoas físicas tenham crescido nesse segmento, o empréstimo pessoal não consignado perdeu espaço. Esses resultados, no entanto, não permitem afirmar que um movimento tenha provocado o outro.
Sobre o IJBE
O IJBE (Índice Juros Baixos de Empréstimo) é um levantamento da Juros Baixos sobre o comportamento do mercado de crédito no Brasil.
A edição Q2/2026 analisa dados de abril de 2025 a junho de 2026, reunindo séries públicas do Banco Central e informações agregadas de simulações e contratos realizados na plataforma Juros Baixos.
O estudo também acompanhou o interesse dos brasileiros por diferentes modalidades de empréstimo a partir de dados do Google Trends e do Google Keyword Planner.
Os relatórios publicados têm acesso público e gratuito.
Sobre a Juros Baixos
A Juros Baixos é um marketplace de crédito que conecta consumidores que buscam crédito a ofertas de mais de 40 instituições parceiras autorizadas pelo Banco Central. A simulação é online, gratuita e sem compromisso.
Mais de 10 milhões de brasileiros já utilizaram a plataforma, que processa mais de R$ 13 bilhões em simulações por mês.
Para as instituições parceiras, oferece uma infraestrutura de originação via API e soluções de Embedded Finance para distribuição de produtos financeiros.
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