Análise do Unicef alerta para impactos desproporcionais do El Niño
Agência Brasil
© Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil



Desses, 16 milhões convivem com três ou mais riscos. Segundo o Unicef, eventos recentes mostram como extremos podem interromper direitos: em 2024, as enchentes no Rio Grande do Sul afetaram a educação de 741 mil estudantes, enquanto a seca extrema na Amazônia atingiu outros 436 mil. No total, 1,17 milhão de crianças e adolescentes tiveram as aulas interrompidas.
O El Niño é parte de um ciclo natural nas temperaturas do Oceano Pacífico equatorial, caracterizado por temperaturas mais altas do oceano que influenciam padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do planeta.
Com as mudanças climáticas e a degradação ambiental causadas pela ação humana, as consequências do El Niño têm se agravado a cada novo ciclo. Esses impactos estão relacionados com outros fenômenos meteorológicos, as condições ambientais, as vulnerabilidades existentes e a capacidade dos serviços públicos de se preparar e responder. Ocorre em média a cada dois a sete anos.
“Preparar o Brasil, portanto, não significa apenas atravessar o ciclo de 2026–2027, mas construir uma rede de proteção capaz de responder aos próximos El Niños e a outros eventos extremos, com crianças, famílias e serviços essenciais mais protegidos do que no passado”, diz o Unicef. Mais na agenciabrasil
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