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sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Após eleição, influenciadora diz que nordestinos “parecem animais” e admite xenofobia

Gislaine da Silva Fernandes Carvalho criticou o voto da região após Lula receber 63,77% dos votos válidos no Nordeste no primeiro turno
Foto: Reprodução/Redes Sociais
A influenciadora Gislaine da Silva Fernandes Carvalho publicou um vídeo nas redes sociais em que faz ataques xenofóbicos contra nordestinos após o resultado do primeiro turno das Eleições de 2026. Ao criticar o voto da região, onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve maioria, ela afirmou que os nordestinos “parecem animais” e disse que não consegue evitar a xenofobia contra a população.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula recebeu 21,4 milhões de votos no Nordeste, o equivalente a 63,77% dos votos válidos na região. No vídeo, Gislaine questiona a possibilidade de diálogo com eleitores nordestinos. “Como é que você conversa de forma civilizada com pessoas que parecem animais?! Meu Deus, [pessoas] que não têm o mínimo de interpretação de texto, de fala”, afirmou.

A influenciadora também relacionou o comportamento dos eleitores nordestinos aos resultados de eleições anteriores e afirmou: “Toda eleição é isso. Depois vocês são rechaçados e falam: ‘É xenofobia’. Não tem como não cometer [xenofobia] com vocês”. Em seguida, antecipou críticas por ter familiares nordestinos e disse que gostaria de ter nascido nos Estados Unidos.

Repercussão e justificativa
Após a repercussão do vídeo, Gislaine restringiu o acesso ao perfil do Instagram, que reúne cerca de 58,8 mil seguidores, e mudou o nome de usuário. Ela também mantém uma conta no TikTok, com aproximadamente 100 mil seguidores, onde publica conteúdos relacionados a cuidados e tratamento de unhas naturais.

Procurada pela reportagem do Metropoles, a influenciadora reconheceu ter usado “expressões infelizes, excessivas e inadequadas”. Ela afirmou que a crítica era voltada ao cenário político e ao comportamento eleitoral, e não à origem regional das pessoas. “Minha crítica estava direcionada ao cenário político e ao comportamento eleitoral”, disse.

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