> TABOCAS NOTICIAS : Vítima de golpe fica sem casa e sem dinheiro em São Luís

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Vítima de golpe fica sem casa e sem dinheiro em São Luís

O sonho de trocar a casa onde morava por um imóvel maior para acomodar a família terminou em prejuízo, aluguel e uma batalha judicial para Rafaela Silva Moraes
Por RAFAEL GOIS - Especial para Oimparcial
Rafaela Silva Moraes abriu a porta da própria casa com a promessa de um futuro melhor. Em busca de mais espaço para os seis filhos em São Luís, a dona de casa acreditou ter a oportunidade ideal ao ver um anúncio de venda em uma rede social. O imóvel, com dois andares e espaço de sobra, parecia o passo perfeito para a família. Mas o que parecia a realização de um sonho se transformou no início de um pesadelo que culminou na perda total do seu patrimônio e na ida forçada para o aluguel.

O enredo da fraude foi construído com calma pelos golpistas. Ao demonstrar interesse no imóvel, Rafaela foi informada pelo suposto proprietário de que ele estava no interior do estado, em Santa Inês, mas que sua irmã cuidaria da visita.

A mulher de fato apareceu, abriu as portas, apresentou cada cômodo e reforçou a urgência da negociação. Encantada com a residência, Rafaela não hesitou: colocou a própria casa à venda em ritmo de urgência para levantar o dinheiro necessário.

Assim que a venda de seu imóvel foi concluída e o valor transferido para a sua conta bancária, a dona de casa repassou todo o dinheiro para o suposto dono do novo imóvel, confiante de que finalizaria o negócio. A resposta veio em forma de silêncio absoluto. Instantes após a confirmação da transferência, tanto o homem quanto a suposta irmã que apresentou a casa, bloquearam Rafaela nas redes sociais e no aplicativo de mensagens.

Tragédia patrimonial e impasse judicial
Desesperada, ela retornou ao endereço do imóvel dos seus sonhos e encontrou uma nova surpresa: no portão, havia uma placa de venda com outro número de telefone. Ao ligar, descobriu que a casa pertencia, na verdade, ao marido da mulher que fingira ser “irmã” do vendedor. A visitante fraudulenta tinha acesso ao local por razões familiares e usou a propriedade para aplicar o golpe.

A tragédia patrimonial se desdobrou em um impasse judicial. O comprador legítimo da antiga casa de Rafaela exigiu a posse do bem e acionou a Justiça, recusando-se a desfazer o negócio. Sem o dinheiro da venda e sem a nova casa, a dona de casa foi obrigada a desocupar o imóvel onde vivia com os filhos. Mais no oimparcial

Nenhum comentário:

Postar um comentário