
Relatório do governo aponta que tentativas de mudar orientação sexual ou identidade de gênero ainda ocorrem no país e podem provocar ansiedade, depressão e sofrimento psicológico; tema ganhou repercussão no Brasil após publicação da página Advogaydos.
A Suíça reconheceu oficialmente que práticas destinadas a mudar ou reprimir a orientação sexual, a identidade de gênero ou a expressão de gênero de pessoas LGBT+ ainda acontecem no país e podem provocar danos importantes à saúde mental. Em relatório divulgado pelo Conselho Federal, o governo condenou essas intervenções e admitiu que uma legislação nacional uniforme pode ser necessária.
O assunto ganhou repercussão no Brasil após a página Advogaydos, no Instagram, publicar informações sobre o documento e destacar o avanço do debate no país europeu.
A Suíça ainda não aprovou uma proibição federal específica das chamadas “práticas de conversão”. O documento representa um posicionamento oficial do governo e pode abrir caminho para mudanças na legislação, mas uma eventual criminalização ainda depende do Parlamento.
Divulgado no início de setembro, o relatório foi produzido após solicitação parlamentar para avaliar a dimensão dessas práticas na Suíça e verificar se as leis existentes oferecem proteção suficiente às pessoas afetadas.
O que são as chamadas “práticas de conversão”
O termo engloba intervenções que buscam modificar ou reprimir a orientação sexual, a identidade de gênero ou a expressão de gênero de uma pessoa.
As estratégias podem incluir pressão psicológica, aconselhamento religioso, intervenções psicoterapêuticas e outras formas de coerção. Por isso, especialistas e instituições evitam a expressão “terapia de conversão”: orientação sexual e identidade de gênero não são doenças e, portanto, não precisam de tratamento ou cura.
O próprio relatório diferencia essas práticas de acompanhamentos psicológicos realizados de forma aberta, sem um objetivo prévio de mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero do paciente. Mais na agenciaaids
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