
Matt deixou a cidade inglesa de Crewe assim que pôde, aos 18 anos. Ele sentia que não era aceito como um jovem gay.
A única cena LGBT existente em Crewe era um minúsculo bar improvisado atrás de uma cortina nos fundos de um bar nos arredores da cidade.
Ele saiu em 2015. Mas, em junho passado, Matt acabou voltando para sua cidade-natal para participar da parada do orgulho gay de Crewe. Para ele, foi um retorno importante.
“Realmente me trouxe de volta à época em que eu era criança e crescia aqui, tentando conviver com a minha identidade”, ele conta.
“Foi muito importante estar aqui e ver como uma cidade que não era particularmente receptiva… mudou e floresceu.”
Para muitas pessoas, estes pequenos eventos comunitários celebrando o orgulho gay parecem imensamente distante das enormes comemorações realizadas nas maiores cidades do Reino Unido.
Mas o fim de semana feliz de Matt em Crewe esconde uma guerra cultural cada vez maior em torno do orgulho gay.
Nos últimos anos, diversos governos locais retiraram seu apoio aos festivais. Algumas grandes marcas, talvez receosas de parecerem “woke” demais, agora pensam duas vezes antes de se associar a eles.
Para agravar a situação, existe uma antiga queixa de alguns ativistas LGBT de que o orgulho gay ficou muito comercial. E as discussões sobre assuntos trans também aumentaram.
Com tudo isso, algumas pessoas já se perguntam: as paradas do orgulho gay têm futuro?
As origens do orgulho gay
O orgulho gay começou como forma de protesto.
A primeira marcha oficial do orgulho gay do Reino Unido foi realizada em Londres em 1972. Mais na agenciaaids
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