Foto: Kate Flock/Massachusetts General Hospital

Antes do procedimento, o paciente dependia de sessões frequentes de diálise, andava de cadeira de rodas e enfrentava diversas restrições no dia a dia. Com o novo rim, ele voltou a ter uma vida considerada normal por nove meses, segundo a equipe de Riella.
Para especialistas, o resultado marca um dos passos mais revolucionários já dados na tentativa de viabilizar o transplante de órgãos de animais para humanos, técnica estudada há décadas como possível solução para a escassez de doadores. O avanço se deve, em grande parte, à edição genética do porco doador: as modificações eliminam os principais alvos de rejeição do corpo humano e reduzem drasticamente a chance de o organismo atacar o órgão transplantado.
A escassez de doadores é considerada um dos maiores desafios da medicina e deixa milhares de pessoas à espera de um órgão, submetidas a uma rotina que compromete a qualidade de vida. O transplante renal é um dos mais realizados no Brasil: um único doador falecido pode atender a dois pacientes, além da possibilidade de doação entre pessoas vivas. Ainda assim, o país tem hoje 45 mil pessoas na fila por um rim, segundo dados do Ministério da Saúde.
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