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domingo, 6 de setembro de 2026

Nova pesquisa Datafolha avalia impactos da crise do STF nas decisões dos eleitores

Foto: Reprodução / Magnific
Uma nova pesquisa Datafolha prevista para ser divulgada na sexta-feira, 11, vai mostrar como está a disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro a menos de um mês para o eleitor ir às urnas. Este será o primeiro levantamento realizado depois da crise no Supremo Tribunal Federal envolvendo Alexandre de Moraes, André Mendonça e mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Neste cenário, além de atualizar os cenários de primeiro e segundo turnos, a pesquisa vai medir se os episódios envolvendo os ministros do STF deixaram eleitores em dúvida ou chegaram a fazê-los mudar de voto para presidente.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01833/2026. O instituto ouvirá 2.002 eleitores de todo o país entre os dias 8 e 11 de setembro em entrevistas pessoais realizadas em pontos de fluxo populacional. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A divulgação está prevista para sexta-feira, 11 de setembro.

O Datafolha fará inicialmente uma pergunta espontânea e, depois, apresentará dois cenários estimulados para a Presidência:

No primeiro, estarão Lula, Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Pablo Marçal, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Clariana Barão, Edmilson Costa, Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Samara e Veterinário Wilson Grassi. O segundo repetirá a lista sem Pablo Marçal.

Depois da escolha, o instituto perguntará se o voto está totalmente decidido ou se ainda pode mudar. O questionário também investigará se o eleitor escolhe determinado candidato por considerá-lo mais preparado e com as melhores propostas ou principalmente para impedir a vitória de outro concorrente.

O 2° TURNO
O principal confronto de segundo turno colocará Lula diretamente contra Flávio Bolsonaro.

O Datafolha também testará o presidente contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema, Renan Santos e Augusto Cury. Em todos os cenários, o entrevistado poderá escolher um dos dois nomes, declarar voto branco ou dizer que ainda não sabe.

A inclusão de Cury permitirá medir seu desempenho em um confronto direto depois do avanço registrado pelo escritor nas pesquisas presidenciais das últimas semanas.

MAIOR REJEIÇÃO
O Datafolha voltará a perguntar em quais candidatos o eleitor não votaria de jeito nenhum no primeiro turno.

A lista inclui Lula, Flávio, Cury, Caiado, Zema, Renan e os demais nomes apresentados no cenário estimulado. Como a pergunta admite múltiplas respostas, cada entrevistado poderá rejeitar mais de um presidenciável.

CRISE DO STF
Um bloco específico do questionário será dedicado à crise no Supremo Tribunal Federal.

O instituto perguntará se os eleitores consideram que os ministros do STF têm poder demais, se veem a Corte como essencial para proteger a democracia e se acreditam que a confiança no tribunal diminui em relação ao ano passado.

Também medirá o grau de conhecimento dos brasileiros sobre o vazamento de mensagens de 2025 enviadas por Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes e os entrevistados poderão dizer se estão bem, mais ou menos ou mal informados sobre o episódio.

MORAES
A pesquisa perguntará diretamente qual deveria ser a consequência para Alexandre de Moraes depois da divulgação das mensagens.

Na sequência, o Datafolha vai medir se a revelação das conversas não alterou nem deverá alterar o voto para presidente, se deixou o eleitor em dúvida ou se chegou a fazê-lo mudar de escolha.

MENDONÇA
O instituto também perguntará se os entrevistados tomaram conhecimento da suspeita levantada por Moraes contra André Mendonça, relacionada à condução de tratativas de delações premiadas e ao direcionamento de alvos de investigação por supostos motivos pessoais e políticos.

Assim como no caso de Moraes, os entrevistados poderão opinar sobre o que deveria acontecer com Mendonça: nada, afastamento temporário, renúncia ou impeachment.

O Datafolha também perguntará se o episódio não alterou o voto presidencial, se provocou dúvidas ou se levou o eleitor a mudar sua escolha.

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