Rinaldo de Oliveira - SNB

Que alívio: Lito Sousa já recebeu a primeira dose do remédio experimental para tentar conter o avanço da doença de Creutzfeldt-Jakob. A mulher dele, Mila Seidl, confirmou em um vídeo publicado no canal deles, Aviões e Músicas.
A medicação foi aplicada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde Lito está internado na UTI, como mostrou o Só Notícia Boa. E Mila deu outra notícia boa, Lito não apresentou intercorrências provocadas pelo medicamento e o quadro está estável. Agora começa uma nova etapa: esperar e acompanhar como o organismo dele vai reagir ao tratamento.
Mila explicou que não existe uma resposta imediata sobre a eficácia da substância e pediu que os seguidores continuem na torcida.“A gente ainda precisa de muita oração de vocês, muita torcida para que esse remédio dê certo”, disse.
Doença avançou rapidamente
No vídeo, Mila também contou que Lito precisou voltar ao hospital depois de uma piora provocada pela própria doença. A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma condição neurológica rara e de progressão rápida, causada pelo acúmulo anormal de proteínas chamadas príons no cérebro.
Desde que recebeu o diagnóstico, Lito e a família passaram a buscar alternativas experimentais de tratamento fora do Brasil. Depois de tentativas para incluí-lo em estudos clínicos, ele conseguiu acesso ao ALN-6457 por meio de um programa de uso compassivo.
A Anvisa autorizou a importação e a utilização da substância em caráter excepcional. O pedido foi feito pelo próprio Hospital Israelita Albert Einstein, responsável pelo acompanhamento de Lito. A chegada do medicamento ao Brasil mobilizou uma operação especial.
Remédio chegou em operação especial
A substância veio do exterior neste fim de semana e, após desembarcar no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, passou rapidamente pela liberação da Receita Federal.
Em seguida, o medicamento foi levado de helicóptero ao Einstein por causa da urgência e das condições necessárias para preservar a substância. Pouco depois, Lito recebeu a medicação.
O ALN-6457 ainda é experimental e não há garantia de que consiga interromper ou desacelerar a doença. A proposta da substância é reduzir a produção da proteína priônica envolvida no processo que provoca os danos neurológicos.
Resultado não será imediato
Mila fez questão de conter a expectativa de quem acompanha o tratamento. Ela explicou que não será possível saber imediatamente se a medicação funcionou.
“Não é algo que você coloca aqui e, na mesma hora, você já sai bom”, explicou.
Os médicos terão de observar a evolução de Lito e analisar os resultados dos exames nas próximas semanas. Mais no sonoticiaboa
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