Taxa de esterilização voluntária feminina é três vezes maior que a masculina
Por Rosana Bomfim. - AratuOn
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Na Bahia, os dados apontam uma taxa de aproximadamente 34,42 procedimentos de esterilização voluntária masculina para cada 100 mil homens, enquanto, entre as mulheres, o índice chega a 104,34 procedimentos para cada 100 mil mulheres.
No Brasil, aforam registradas aproximadamente 118 laqueaduras para cada 100 mil mulheres com mais de 15 anos. Entre os homens, a taxa ficou em torno de 45 vasectomias para cada 100 mil.
Os números chamam atenção porque, desde 2022, a legislação brasileira passou a facilitar o acesso à esterilização voluntária. A Lei nº 14.443 retirou a necessidade de autorização do cônjuge para a realização dos procedimentos, além de reduzir a idade mínima exigida e permitir a realização da laqueadura durante o período do parto, conforme os critérios estabelecidos.
Apesar das mudanças, o levantamento indica que a contracepção definitiva continua concentrada principalmente entre as mulheres.
“A contracepção não deve ser vista como uma responsabilidade exclusivamente feminina. Homens e mulheres precisam ter acesso à informação e às diferentes opções disponíveis para que possam participar das decisões sobre sua vida reprodutiva”, afirma Ana Clara Carvalho, advogada e cofundadora do Instituto Planejamento Familiar.
Esterilização Feminina (2025) apresentado na imagem, os dados referentes ao estado da Bahia e seus municípios são:
Panorama Geral
Média Ponderada do Brasil: 95,23 procedimentos por 100 mil habitantes.
Municípios da Bahia (Indicador por 100 mil habitantes)
Antas: 2.135,61
Itaparica: 1.921,09
Camacan: 1.445,41
Ruy Barbosa: 821,22
São Félix: 783,64
Miguel Calmon: 692,71
Jaborandi: 604,17
Com base no relatório os dados referentes à Esterilização Masculina (2025) apresentados na imagem indicam:
Média Ponderada do Brasil: 36,65 procedimentos por 100 mil habitantes.
Municípios da Bahia (Indicador por 100 mil habitantes)
Itaparica: 904,04
Camacan: 804,98
São Félix: 585,48
Coração de Maria: 556,18
Ruy Barbosa: 405,54
Antas: 393,75
Ibiassucê: 325,70
A diferença entre os procedimentos também ganha destaque quando são considerados os partos realizados no país.
Segundo o levantamento, cerca de 196 mil bebês nascem mensalmente no Brasil. Em aproximadamente 15 mil desses partos, as mulheres realizam também a laqueadura.
Somente o número de esterilizações femininas feitas nesse contexto já ultrapassa em mais de duas vezes o total de vasectomias realizadas no país.
A discrepância ocorre mesmo diante do fato de a vasectomia ser considerada um procedimento cirúrgico mais simples e rápido que a laqueadura.
Para o Instituto Planejamento Familiar, reduzir essa diferença exige ampliar a participação masculina no planejamento familiar, além de facilitar o acesso da população aos serviços de saúde e às informações sobre os diferentes métodos contraceptivos.
A entidade defende que a decisão sobre ter ou não mais filhos seja compartilhada e que homens e mulheres tenham as mesmas condições de acesso aos procedimentos de esterilização voluntária.
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