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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

ITABUNA-BA: Cuidadores das Casas de Acolhimento participam de capacitação sobre manejo de doenças infecciosas

A identificação de doenças infecciosas causadas por microrganismos diferentes, dentre elas, Sífilis, Tuberculose e Aids, além do combate ao preconceito, foram debatidos em mais uma capacitação para cuidadores das casas de Acolhimento da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS) da Prefeitura de Itabuna, nesta quarta-feira, dia 9. As orientações foram repassadas por enfermeiras da Secretaria Municipal de Saúde que reforçaram como uma das maiores barreiras para o tratamento o preconceito.

A coordenadora das Casas de Acolhimento da SEMPS para crianças, adolescentes e mulheres, Vanessa Leite, afirmou que as unidades geralmente recebem pessoas com tuberculose e que esses acolhidos precisam de um atendimento integral. Ela disse que é necessária uma ampliação dos conhecimentos para que a pessoa seja devidamente tratada.

“A maioria dos nossos profissionais são do Sistema Único da Assistência Social (SUAS) e não temos ninguém de atendimento à saúde, mas trabalhamos em rede e por qualquer necessidade levamos o acolhido para as unidades de saúde”, garantiu Vanessa. Ela afirmou ainda que a capacitação trouxe esclarecimentos para que o preconceito seja superado. “É um trabalho de garantia de direitos, socialização e não exclusão”, reforça.

A coordenadora do Centro de Referência em Prevenção, Assistência e Tratamento (CERPAT) da Secretaria Municipal de Saúde, Carlinea Lima, falou que a roda de conversa visa prestar informações e combater o preconceito para que no momento em que um abrigado surja com uma dessas patologias, seja tranquila a relação com os profissionais.

“As três enfermeiras vieram para explicar, tirar dúvidas e falar tudo sobre essas doenças infecciosas. A intenção é quebrar mitos. Efetivamente, o preconceito dificulta atender ao paciente. No CERPAT, por exemplo, os pacientes que mais abandonam o tratamento são vítimas de preconceito”, afirmou Carlinea.

Já a enfermeira do Centro de Atenção à Tuberculose, Isabela Souza, disse que entre profissionais de saúde, pessoas com HIV, privadas de liberdade e as pessoas que vivem nas ruas têm 56 vezes mais chance de adoecimento do que a população geral. O comparativo entre as categorias é feito pelo Ministério da Saúde.

No entanto, toda a comunidade pode eventualmente ter a doença.“Pessoas que vivem abrigadas precisam de um acolhimento resolutivo. Então, suspeitou dos sinais da doença, encaminhar logo para os serviços de saúde para que seja feito o diagnóstico”, alertou a enfermeira.

O cuidador do POP Acolhimento Mateus Santos Caetano disse que a capacitação reforçou os cuidados no manejo com pessoas acolhidas. Para ele, a experiência foi positiva e deve ocorrer mais vezes. “Para mim foi muito bom, principalmente em relação aos dados epidemiológicos da Bahia”, disse.

A enfermeira do CERPAT Márcia Verônica Oliveira afirma que mais de 2.600 novos casos de HIV são diagnosticados por ano na Bahia. Desse total, aproximadamente 250 pacientes são gestantes, enquanto 25 são crianças. Já no Brasil são mais de 40 mil casos por ano. “Os cuidadores precisam estar preparados para lidar com situações como essas e entender que não se transmite o vírus só no toque.

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