
Foto: Reprodução / Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou publicamente que tomaria uma “decisão drástica” quanto à regulamentação das chamadas “bets”. Segundo fontes do Palácio do Planalto, o governo prepara uma nova MP (Medida Provisória) para fechar o cerco às casas de apostas esportivas. Via BN
O governo optou por uma MP, porque o texto permite efeito imediato, mas ainda fecha o conteúdo. Lula escolheu o instrumento também mirando as eleições. Pesquisas internas do PT (Partido dos Trabalhadores) mostram que três a cada quatro brasileiros são contra as “bets”. A rejeição é ainda maior entre mulheres e jovens, públicos considerados prioritários pela campanha do mandatário à reeleição.
Ao reunir representantes de setores econômicos, de entidades da sociedade civil, especialistas e até artistas para discutir o tema no Palácio, Lula reclamou que medidas adotadas pelo seu governo, como a expansão da isenção do Imposto de Renda e descontos na conta de luz e compra de botijão de gás, não levaram o efeito desejado às finanças da população devido ao endividamento causado pelas bets.
“Eu, pessoalmente, acabaria com as bets. Acho que elas são um mal para a sociedade. Agora, como presidente da República, sei que tenho que compartilhar decisões para fazer da forma mais correta possível, sem comprometer a estabilidade política, econômica, social deste país”, disse.
Auxiliares do presidente calculam impactos de medidas restritivas e, de acordo com as fontes, não descartam a proibição de segmentos de jogos. Estão na mira, por exemplo, os cassinos online, como o "tigrinho” e mesmo modalidades das casas esportivas.
A avaliação do governo é de que um crescente endividamento no país (que também teria impacto na aprovação do Lula 3) está diretamente relacionado à expansão das casas de apostas. Também foi verificado um aumento sensível no índice de ludopatia (vício em jogos) ao redor do país.
O governo também analisa que um projeto de lei (PL) enfrentaria resistência no Congresso Nacional e não haveria espaço para uma aprovação antes das eleições. A próxima semana de esforço concentrado no Legislativo se dá em outubro, e a prioridade do governo para o momento é a PEC (proposta de emendas à Constituição) do fim da escala 6x1.
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