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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Falso médico engana hospital no Paraná, acessa dados de pacientes e aplica golpe do Pix em familiares

Criminoso fingiu ser funcionário da Central de Leitos do SUS para obter informações de internados no Hospital São Lucas, em Laranjeiras do Sul
Escrito por TNOnline
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Um golpista se passando por médico conseguiu enganar a equipe do Hospital São Lucas, em Laranjeiras do Sul, na região central do Paraná, para acessar dados sigilosos de pacientes e extorquir dinheiro de seus familiares. O crime, registrado no último sábado (5), resultou em prejuízo financeiro para pelo menos uma das vítimas.

Utilizando as informações obtidas de forma fraudulenta junto à unidade de saúde, o criminoso entrou em contato com os parentes dos internados exigindo transferências bancárias via Pix.A justificativa do estelionatário era a necessidade de comprar medicamentos urgentes, sob a falsa alegação de que o Sistema Único de Saúde (SUS) demoraria pelo menos três dias para fornecê-los.

A Polícia Militar informou que a fraude teve início quando o homem telefonou para o hospital fingindo ser um funcionário da Central de Leitos, órgão do SUS que gerencia a distribuição de vagas e transferências. Utilizando o nome de um médico, ele pediu que uma funcionária da unidade confirmasse os dados de pacientes que aguardavam na fila de regulação.

Com os contatos em mãos, o golpista passou a enviar mensagens e fazer ligações para os familiares a partir do mesmo número de telefone. Pelo menos três famílias foram contatadas durante a ação criminosa. A filha de um dos pacientes, acreditando na urgência da situação, chegou a transferir R$ 554 para o suspeito. Ela só percebeu que havia caído em um golpe quando o criminoso solicitou uma nova transferência e o sistema de segurança da instituição bancária bloqueou a transação.

Ao constatarem a fraude, os familiares alertaram a funcionária do hospital, que imediatamente acionou a Polícia Militar para o registro do boletim de ocorrência. O caso agora deve ser encaminhado à Polícia Civil para investigação e identificação do suspeito. Esse mesmo formato de crime, com a utilização do nome do mesmo médico, já havia sido registrado há cerca de quatro meses na cidade de Toledo, no oeste paranaense.

Na ocasião, o golpista contatou pacientes em cuidados paliativos da rede municipal fazendo as mesmas exigências financeiras. As autoridades de saúde reforçam que nenhuma unidade básica, pronto-atendimento ou hospital público está autorizado a cobrar por fora por consultas, exames, procedimentos ou medicamentos. Pedidos de transferência via Pix, especialmente os que envolvem urgência e pressão emocional, configuram crime e devem ser imediatamente denunciados aos canais oficiais das instituições de saúde.

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