Três deles estão no Brasil: Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica
Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil
© ICMBIO/divulgação


A característica faz com que o Pantanal seja um grande reservatório de água e vida que percorrem longas distâncias e alcançam a maior planície alagável do mundo. E a diversidade criada pelo encontro das águas é o que resulta na beleza natural da região, mas também é o que a torna mais vulnerável e ameaçada pelas mudanças climáticas.
“É uma planície que depende da reação e das causas nos outros biomas e é afetado por toda essa situação. Ainda mais com as mudanças climáticas atuando também no entorno dele”, diz Cyntia Santos, analista de Conservação do WWF-Brasil.
De acordo com os dados do último mapa de uso e cobertura da terral, divulgado pelo Mapbiomas, em 2025 a Savana Alagada no Pantanal já tinha perdido mais de 1 milhão de hectares, na comparação com o início da série histórica em 1985.
A área perdida corresponde a 84% do que havia de savana alagada no bioma, sendo que a maioria, 833 mil hectares, foi convertida em outros tipos de formação, como a savânica ou a campestre. Na prática, isso significa que o Pantanal está secando.
“Partes de rios já sumiram, assorearam, lugares que a gente chama de vazantes, alguns canais que a gente chama de vazantes, que são partes que o rio enche e esvazia, hoje não tem mais e os rios estão bem fracos”, afirma o engenheiro florestal e botânico Cluadinei Terena. Mais na agenciabrasil
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