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terça-feira, 4 de agosto de 2026

Minerais críticos podem somar R$ 192 bi ao PIB do Brasil

Agregação de valor no país e maior entrada de capital externo elevam em R$ 63,4 bi o impacto no PIB ante modelo meramente extrativista e voltado para exportação
Caio Barcellos*sbt
Minerais críticos podem somar R$ 192 bi ao PIB do Brasil | Reprodução
A expansão da produção de minerais críticos combinada ao uso desses insumos pela indústria brasileira pode acrescentar R$ 192,1 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) e gerar 750 mil novos empregos de 2026 a 2050.

A estimativa consta de estudo da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) sobre os efeitos econômicos da cadeia de cobre, grafita, lítio, níquel e elementos de terras raras no Brasil.

Dois cenários
O levantamento da Amcham considera dois cenários viáveis. No primeiro, o Brasil amplia a extração e exporta a maior parte dos minerais, com investimentos financiados apenas por recursos nacionais. Nesse caso, o impacto sobre o PIB seria de R$ 128,7 bilhões ao longo dos anos, com a geração de 304 mil ocupações.

No segundo, parte dos minerais também é usada no país para fabricar produtos de maior valor agregado, como baterias, veículos, turbinas eólicas e motores elétricos. A projeção considera ainda uma participação maior de investidores estrangeiros no financiamento dos projetos.

Nesse cenário mais amplo, o acumulado até 2050 PIB ficaria 1,64% acima do projetado para uma trajetória sem os novos investimentos e sem o aumento da produção. O percentual representa o efeito acumulado até 2050, e não uma alta anual.

A diferença entre os 2 cenários, chamada pelo estudo de “efeito de adensamento”, seria de R$ 63,4 bilhões no PIB e de 446 mil ocupações. O ganho não decorre apenas da fabricação de produtos no Brasil, mas também da maior entrada de capital externo considerada na projeção.

"O Brasil reúne algumas das maiores reservas de minerais críticos do mundo e tem todas as condições para se tornar um protagonista global nesse mercado. Quanto maior a capacidade de atrair investimentos, maior será a transformação dessa riqueza mineral em valor, tecnologia, empregos e desenvolvimento industrial e econômico", afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. Mais no sbtnews

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