Presidente afirmou que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, não será protegido caso investigações apontem eventual crime
SBT News
O presidente Lula durante sabatina do Jornal Nacional | Reprodução/TV Globo

“Primeiro, não tem nenhuma acusação. São ilações tiradas de telefonemas. Eu conheço isso muito bem porque já vivi isso. [...] Se o Fábio cometeu qualquer ilícito, ele terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro. Eu não vou afastar delegado da Polícia Federal, como outros já fizeram. [...] Ele sabe o que eu passei. [...] Ele sabe que a Marisa morreu por conta da falsa acusação que foi feita na Lava Jato. Portanto, ele tem obrigação de não ter feito erro”, disse.
As declarações ocorreram durante a rodada de sabatinas promovida pela TV Globo com candidatos à Presidência.
Durante a entrevista, Lula também afirmou que nunca conversou com a lobista Roberta Luchsinger, que seria sócia de Lulinha em uma empresa que buscava fazer negócios com ministérios do governo.
Apesar disso, o presidente foi questionado sobre mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular da lobista. Em uma delas, Roberta afirma que Lulinha "entra em campo quando precisa" e diz: "Eu sou o Fábio". Em outra, afirma: "Eu trabalho a política via Palácio [do Planalto], eu sou boa de costura política."
Ao responder sobre o conteúdo das mensagens, Lula voltou a comparar o caso às acusações que enfrentou durante a Operação Lava Jato e afirmou que o filho deverá responder caso tenha cometido algum crime.
"Eu fui vítima disso na Lava Jato, da maior mentira montada neste país para evitar que eu fosse presidente da República. Eu poderia ter feito qualquer coisa para não prestar depoimento, eu prestei mais de 20 depoimentos. Fiquei 580 dias na cadeia porque só eu sabia a verdade, e eu queria provar a minha verdade. A mesma coisa o meu filho. Se ele sabe a verdade, se ele cometeu algum crime, ele pagará", afirmou.
Lula ficou preso por 580 dias, entre abril de 2018 e novembro de 2019, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Ele foi solto após o Supremo Tribunal Federal (STF) mudar o entendimento sobre a execução da pena antes do trânsito em julgado. As condenações contra o petista foram posteriormente anuladas pelo STF.
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