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sábado, 8 de agosto de 2026

Irã afirma que reabertura de Ormuz depende dos EUA

Segundo porta-voz da Guarda Revolucionária norte-americanos precisam parar de interferir no processo de negociações regionais
Agência EFE
Navios-tanque e outras embarcações no Estreito de Ormuz, na costa de Musandam, Omã, em 18 de abril de 2026 | Reuters/Stringer/Foto de arquivo

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, neste sábado (08), que a reabertura do Estreito de Ormuz dependerá dos Estados Unidos aceitarem plenamente as condições de Teerã e pararem de interferir no processo de negociações regionais, em referência às conversas entre Irã e Omã sobre a navegação na estratégica passagem marítima.

"A reabertura do Estreito de Ormuz depende de os Estados Unidos aceitarem plenamente as condições do Irã e pararem de interferir no processo de negociações regionais", declarou o porta-voz da Guarda Revolucionária, o general Hosein Mohebi, à agência de notícias "Tasnim" durante uma visita à província de Hormozgan, no sul do país, nas proximidades de Ormuz.

O porta-voz militar, que não detalhou a quais condições se refere, disse que a decisão sobre a reabertura da estratégica passagem marítima atende exclusivamente aos mecanismos e condições estabelecidos pela República Islâmica e que a questão não está vinculada às negociações entre Teerã e Mascate.

"No momento em que os Estados Unidos aceitarem as condições do Irã, o Estreito de Ormuz será reaberto, sem dúvida", acrescentou.

O militar ressaltou ainda a importância do estreito para a República Islâmica, indicando que Ormuz não representa apenas uma rota de relevância econômica, mas também um elemento de poder geográfico e estratégico para o Irã.

Segundo as autoridades iranianas, o país alcançou um acordo com Omã nos últimos dias sobre as características geográficas de uma nova rota de navegação no Estreito de Ormuz e está na fase final de elaboração de uma declaração conjunta sobre esse entendimento.

De acordo com a versão iraniana, a nova rota temporária de navegação passará parcialmente por águas territoriais de Irã e Omã e permitirá o trânsito de navios comerciais sob um novo esquema de gestão, em substituição às rotas provisórias estabelecidas até agora por Teerã e Mascate.

O Irã anunciou em meados de julho um novo fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transitava 20% do petróleo mundial antes da guerra, em meio a ataques cruzados com os EUA. Washington respondeu restabelecendo o bloqueio naval sobre portos e navios iranianos, o que paralisou as negociações entre as duas partes no contexto do memorando de entendimento para a paz assinado em 17 de junho.

O Irã reiterou nos últimos dias que um eventual acordo entre Irã e Omã não significará, por si só, a reabertura imediata do Estreito de Ormuz.

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