Rinaldo de Oliveira / SNB
O estudo da polilaminina da Dra. Tatiana Sampaio foi publicado pela Spinal Cord e saiu na revista Nature: 75% dos pacientes apresentaram melhora neurológica.

O estudo da polilaminina liderado pela bióloga brasileira Dra. Tatiana Coelho-Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi publicado na Spinal Cord Society (ISCoS), uma das principais entidades mundiais dedicadas às lesões da medula espinhal, e saiu na prestigiada revista científica Nature. E o resultado chama atenção do mundo: seis dos oito pacientes tratados, ou seja, 75% apresentaram melhora de pelo menos dois níveis na escala neurológica AIS.
Todos começaram o estudo classificados como AIS A, o nível de lesão completa. Cinco evoluíram para AIS C e um chegou a AIS D, o nível mais baixo. O resultado também está registrado oficialmente no ReBEC, Ensaio Clínico Brasil. Outro dado importante: os pesquisadores não observaram piora neurológica nem evento adverso grave atribuído à aplicação da polilaminina. 3 participantes morreram durante o acompanhamento na primeira fase, mas esses casos relatados não foram relacionados à aplicação do remédio brasileiro, diz o artigo, informando que os casos foram analisados pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP) e por um consultor clínico externo.
Depois do estudo, esse número subiu para 7, o último nesta quinta, dia 6. E a Dra. Tatiana disse esta semana, durante a Rio Innovation Week, que as mortes não teriam ligação com a polilaminina.
O que significa 75% de melhora
Os oito participantes tinham lesões medulares traumáticas graves e completas e receberam uma única aplicação de polilaminina diretamente na medula poucos dias depois do trauma. O intervalo médio foi de 2,3 dias. Todos começaram classificados como AIS A. Mais no sonoticiaboa
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