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segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Brasileira de 55 anos bate recorde mundial ao correr 866 km em esteira durante sete dias

Atleta atingiu a marca neste domingo (9) após sete dias de prova contínua no Beiramar Shopping
 Da Redação / TNOnline
Foto: Karmah Digital, Beiramar Shopping/ Divulgação
O recorde mundial de corrida em esteira agora pertence ao Brasil. A ultramaratonista Débora Simas, de 55 anos, atingiu a marca de 866,21 quilômetros percorridos ao concluir 168 horas contínuas de prova neste domingo (9), no Beiramar Shopping, em Florianópolis. Com o feito histórico, a atleta desbancou o título até então detido pela neozelandesa Emma Timmis e ainda superou a sua própria meta inicial, que era alcançar 846 quilômetros ao longo de sete dias.

Para suportar a maratona contínua, iniciada no domingo anterior (2), foi necessária uma estrutura minuciosa montada no próprio centro comercial. A hidratação e a alimentação da atleta foram realizadas predominantemente enquanto ela se mantinha em movimento sobre a esteira. Já para os momentos de pausa, Débora utilizava um banheiro exclusivo dentro do shopping e uma barraca instalada logo atrás do equipamento, reservada para as rotinas de higienização, sessões de fisioterapia e curtos períodos de descanso.

O gerenciamento do sono foi apontado como um dos pontos vitais de toda a estratégia do desafio extremo. Nas noites iniciais, a atleta dormia cerca de três horas, mas os intervalos de repouso precisaram ser recalculados gradativamente conforme o desgaste físico acumulado e o progresso da quilometragem. Para garantir a integridade da esportista, foi mobilizada uma equipe de apoio formada por 110 profissionais, incluindo médicos, enfermeiros, nutricionistas, treinadores e voluntários, que se alternaram em turnos cobrindo as 24 horas do dia.

Após o fim do percurso, a ultramaratonista celebrou o resultado e destacou o preparo mental exigido pela prova. "Foram sete dias muito intensos. Tive que enfrentar o sono, as dores, o cansaço e momentos em que a cabeça precisava ser mais forte do que o corpo. Eu sabia o quanto havia trabalhado para estar aqui. Foram dois anos me preparando para esta semana. Então procurei não pensar nos mais de 846 quilômetros. Pensava no próximo quilômetro, no próximo passo. Foi assim que consegui continuar", relatou Débora.

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