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quinta-feira, 9 de julho de 2026

Um ano após restrição a celulares, escolas registram mais interação e menos tensão

Um ano após vigência da lei que restringe uso de celulares em escolas, educadores confirmam o que pesquisa recente do MEC já havia detectado: a vida na sala de aula e no recreio está bem melhor
Foto: Imagem gerada com auxílio de IA
Por: Daniela Gonzalez  - Até pouco tempo, bastava o sinal do recreio tocar para que centenas de telas se acendessem ao mesmo tempo. Nos corredores, nas salas de aula e até durante as conversas entre colegas, os celulares ocupavam um espaço que parecia impossível de ser retomado. Um ano depois da restrição ao uso dos aparelhos para fins não pedagógicos nas escolas brasileiras, imposta por lei federal sancionada em fevereiro de 2025 pelo presidente Lula (PT), a cena começou a mudar.

Ainda há estudantes que tentam burlar as regras, professores que precisam lembrar diariamente que o celular deve permanecer guardado e gestores que enfrentam resistência. Mas, aos poucos, o silêncio das notificações deu lugar a um barulho que parecia esquecido: o das conversas presenciais.

Primeiros reflexos
A mudança, que no início foi recebida com desconfiança e cercada de dúvidas sobre sua efetividade, vem sendo percebida por quem acompanha a rotina escolar. Levantamento divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostra que a restrição já foi implementada em 92% das escolas públicas e privadas do país. Mais do que indicar o alcance da medida, a pesquisa revela um retrato de como o ambiente escolar mudou nos últimos meses.

Entre os gestores entrevistados, 86% afirmam ter percebido redução da ansiedade entre os estudantes. Outros 88% dizem que houve diminuição de conflitos relacionados ao ambiente digital, como agressões virtuais e casos de cyberbullying. A melhora também aparece nas relações presenciais: 55% notaram redução de conflitos e agressões físicas dentro das escolas. Mais no metro1

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