
Rinaldo de Oliveira / SNB
A Polilaminina, da Dra. Tatiana Sampaio, chega à marca de 100 pacientes que receberam a dose no Brasil. Todos analisados em 6 meses tiveram melhora de lesão medular. - Fotos: reprodução/ Instagram/ @mitter11
Viva a Ciência. A Polilaminina, o tratamento experimental brasileiro, alcançou uma marca histórica: 100 pacientes já receberam a dose por meio do Programa de Uso Compassivo, que leva esperança a famílias de pessoas que tiveram lesão medular.
A marca foi anunciada nesta semana pela equipe responsável pelo programa. Os 100 pacientes foram atendidos em diferentes estados brasileiros, dentro de um protocolo especial que permite o acesso ao tratamento antes da aprovação definitiva pelos órgãos reguladores, em situações específicas previstas na legislação.
“Todos os pacientes que receberam a polilaminina foram reavaliados após 6 meses e 100% tiveram evolução [no nível de lesão medular]”, disse em entrevista ao Só Notícia Boa Mitter Mayer, coordenador o grupo de trabalho do uso compassivo da polilaminina, com supervisão da Dra. Tatiana Sampaio, a bióloga da UFRJ criadora do tratamento.
O que é a Polilaminina
A polilaminina é uma molécula sintética, derivada da laminina humana, que atua como um “andaime” ou “cola biológica” para estimular a regeneração de neurônios.
Ela vem sendo estudada para o tratamento de lesões medulares agudas (traumas ocorridos há menos de 72 horas) e deve ser injetada logo para evitar que a cicatriz nos axônios impeça a ação do medicamento.
Desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o laboratório Cristália, a substância ainda é considerada experimental e teve autorização da Anvisa para início dos ensaios clínicos de Fase 1 para avaliar a segurança do medicamento. Mais no sonoticiaboa
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