Golpes praticados por criminosos costumam envolver histórias com forte apelo emocional, como doenças graves, acidentes ou situações familiares delicadas, para convencer vítimas
Por Laraelen Oliveira / Aratu ON

Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Paraná indicou Amanda Oliveira, de 38 anos, por aplicar golpes em um grupo de oração virtual. A suspeita também chegou a se passar por adolescente de 12 anos com leucemia em estágio terminal para conseguir obter dinheiro dos fiéis. De acordo com as investigações, cerca de 12 vítimas foram identificadas e reconheceram a investigada após repercussão do caso. Ela foi acusada nesta última sexta-feira (10), pelo crime de estelionato.
No estado do Paraná, a suspeita participava de grupos religiosos pela internet, fingia viver uma rotina de uma adolescente com câncer e pedia transferências via Pix para um falsos exames e tratamentos médicos.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, os golpes aconteceram em 2021 e continuaram por cerca de dez meses. Durante esse tempo, Amanda criou diferentes histórias para sensibilizar as vítimas e conseguir dinheiro, entre elas estão mortes de familiares, violência e agravamento do seu estado de saúde.
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 37 anos, presa por se passar por uma menina de 12 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de Santa Catarina. Conhecida como "Gabriele", ela é investigada pelos crimes de falsa identidade e estelionato após enganar uma comunidade religiosa e uma família que a acolheu em Joinville, no Norte do estado.
Segundo a Polícia Civil, Amanda procurou uma igreja afirmando que havia fugido do Pará por sofrer maus-tratos. Com esse relato, conquistou a confiança dos fiéis, recebeu ajuda financeira e acabou sendo acolhida por uma família, onde viveu como filha adotiva por cerca de 14 meses. As investigações, no entanto, apontaram que ela é natural do Ceará.
De acordo com o delegado Rodrigo Bueno Gusso, responsável pelo caso, a suspeita criou uma história para justificar sua aparência física. Ela alegava ser autista e afirmava que aparentava ser mais velha devido ao uso forçado de hormônios durante a infância, supostamente após sofrer abusos.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou Amanda pelos crimes de falsa identidade e estelionato. A denúncia foi protocolada no dia 8 de junho, mas, até o momento, a Justiça ainda não decidiu se a acusação será aceita, etapa necessária para que ela passe à condição de ré no processo.
A mulher foi presa em 2 de junho, após a Polícia Civil descobrir que a identidade apresentada por ela era falsa e confirmar que, na realidade, tinha 37 anos.
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