Após elogiar ação anunciada por Lula e ser alvo de críticas de bolsonaristas, ex-primeira-dama diz que medida foi elaborada durante governo de Jair
André Barbeiro/sbt

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a se pronunciar neste sábado (4) sobre a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (3). Após ser criticada por integrantes da base bolsonarista por elogiar a iniciativa do governo federal, Michelle afirmou que a política foi "elaborada e apresentada" durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em publicação nas redes sociais, Michelle disse que a defesa das pessoas com deficiência sempre esteve acima de disputas partidárias. "Sempre fui uma defensora das pessoas com deficiência. Essa é a pauta do meu coração e ela está acima de qualquer ideologia ou partido", escreveu.
Segundo a ex-primeira-dama, a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos foi desenvolvida no governo Bolsonaro, mas uma ação judicial teria impedido que a medida fosse implementada antes do fim do mandato, em 2022.
"A Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos — lançada hoje — foi elaborada e apresentada em nosso governo, fruto do nosso carinho e cuidado para com a Comunidade Surda. Infelizmente, uma ação judicial atrasou a tramitação e não foi possível entregá-la antes do fim do nosso governo", afirmou.
Michelle havia publicado anteriormente uma mensagem celebrando a iniciativa anunciada por Lula, o que provocou reações negativas entre apoiadores do ex-presidente. Nas redes sociais, militantes bolsonaristas chegaram a chamá-la de "traidora" e compartilharam montagens em que ela aparece vestindo uma camisa do PT.
Ao encerrar a mensagem, a ex-primeira-dama afirmou que o principal beneficiado pela política é a comunidade surda. "O mais importante não é quem apresentou a Política, mas sim quem se beneficiará dela — a Comunidade Surda! Eles estão de parabéns!", escreveu.
O episódio amplia o desgaste recente de Michelle com parte da base bolsonarista. Nos últimos dias, ela também esteve no centro de uma crise interna após afirmar que foi humilhada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Depois do desentendimento, reuniu-se com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e decidiu deixar o comando do PL Mulher.
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