Segundo o governo Trump, os Chone Killers são responsáveis por diversos ataques contra civis, policiais e autoridades do país latino
SBT News
O presidente dos EUA, Donald Trump | Flickr

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (30), a designação da gangue equatoriana Chone Killers como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) e como Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT). A medida amplia o alcance das sanções americanas contra o grupo, permitindo, entre outras ações, o bloqueio de ativos sob jurisdição dos EUA e a punição de pessoas ou empresas que prestem apoio material à organização.
Segundo o governo dos EUA, os Chone Killers são responsáveis por diversos ataques contra civis, policiais e autoridades do Equador, incluindo o assassinato do promotor César Suárez, morto em 2024 enquanto investigava a invasão armada de um estúdio de televisão em Guayaquil. A gangue surgiu como uma dissidência da facção Los Choneros, já classificada pelos EUA como organização terrorista, e atua de forma independente desde 2020.
Em comunicado, o Departamento de Estado afirmou que a decisão faz parte da estratégia do governo de Donald Trump para combater o narcotráfico e o crime organizado transnacional em parceria com o governo do presidente equatoriano, Daniel Noboa. Segundo a pasta, o objetivo é interromper o fluxo de recursos financeiros destinados ao "narcoterrorismo" e impedir que drogas ilícitas cheguem aos Estados Unidos.
A designação dos Chone Killers ocorre poucas semanas após Washington adotar a mesma classificação para as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). Os grupos passaram a integrar a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTO) e também foram enquadrados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT), o que permite aos EUS impor sanções financeiras e ampliar mecanismos de combate às redes internacionais ligadas às facções.
Na ocasião, o Departamento de Estado afirmou que PCC e Comando Vermelho são as organizações criminosas mais violentas do Brasil e que suas atividades ultrapassam as fronteiras do país, alcançando outros países da América e os Estados Unidos. A decisão foi contestada pelo governo brasileiro, que sustentou que, embora as facções pratiquem atos de terrorismo doméstico contra a população, a classificação americana difere da definição internacional de terrorismo e deve ser tratada como uma questão de segurança pública interna.
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