Vou abordar assunto muito
delicado: o divórcio.
O repúdio pode ter várias
causas: em geral é resultado de namoro apressado ou imperfeito; para não falar
do abandono, na adolescência, dos preceitos da religião cristã
Manuel Bernardes, na:
"Nova Floresta", aconselha:" Casam primeiro as idades, as
condições, as saúdes e as qualidades; e então casarão bem, as pessoas. Doutro
modo, já de antemão levam o divórcio meio feito."
Malaquias, em 2:16, lembra –
que Deus detesta o repudio ou seja: o divórcio.
E Jesus, assevera: “Eu,
porém, digo-vos: quem repudiar a sua mulher, exceto no caso de concubinato,
expõem-na ao adultério, e quem casar com a repudiada, comete adultério (Mt.5:31)
Paulo, aos romanos (7:2)
reafirma, o que Jesus disse: " A mulher está ligada ao marido, enquanto
ele vive. Se falecer, fica livre e não adultera se casar de novo. E, em carta
aos corintos, São Paulo, reafirma: " Eu prescrevo, não eu, mas o Senhor,
que a mulher, não se separe do marido. Se, porém, se separar, que permaneça sem
se casar, ou que se reconcilie com o marido, e este não a repudie – I Cor.7:11
Portanto: a dissolução do
casamento está vedada aos cristãos; porém há Igrejas Evangélicas que o admitem,
baseando-se no texto que Mateus escreveu – "exceto em caso de
adultério"
Se me é permitido, direi: - não
o Senhor, como costuma dizer, Paulo, – em certas ocasiões parece-me impossível
não acontecer. Conheço dois casos: provocados pelo comportamento escandaloso
dos maridos. O não fazer, seria indigno para a mulher. Mas só se devem realizar
em situações extremas, após muita paciência e ponderação.
Os divorciados, que se
tornam a casar, encontram-se em pecado; mas, não podem ser abandonados pela
Igreja. Devem educar, e
encarreirar os filhos, segundo a fé cristã.
Embora algumas Igrejas,
inclusive a católica, não os aceite à comunhão, atrevo-me a dizer: que os devia
acolher – se a conduta, após o novo casamento, for exemplar, e educarem, os
filhos, segundo as recomendações do Senhor. Conheço sacerdotes, que são de
igual parecer.
Parece-me erro crasso, não os
acolher no seio da Igreja: porque, cada um vale, o que valer, diante de Deus.
Por certo, o Senhor, perdoará a
quem se divorcie, se a consciência lhe disser – que tudo fizeram para não se
separarem.
Só Deus, na Sua infinita
bondade, é que pode julgar as intenções e razões. Não os homens.
Jean Guitton, a revista
francesa, disse: Que tinha receio do julgamento divino, mas confiava na
Misericórdia infinita de Deus, e certamente, perdoaria a todos; mas, não tinha
certeza.
O que parece impossível aos
homens é possível a Deus. (Zac.8:6) - Lc.18:27.
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