Governos dos dois países afirmam que as acusações não têm fundamento e rejeitam qualquer tentativa de interferência no pleito presidencial americano

A China e a Rússia rebateram nesta quinta-feira (17) as acusações feitas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma suposta interferência estrangeira nas eleições presidenciais americanas de 2020. Os dois países negaram qualquer envolvimento e classificaram as declarações do republicano como infundadas. Por: Metro1
O governo chinês afirmou, por meio do Ministério das Relações Exteriores, que não interfere em processos internos de outros países e disse que as acusações "não têm base factual". Pequim também criticou as novas restrições impostas pelos EUA para emissão de vistos, classificando a medida como discriminatória e contrária aos interesses de ambos os países. A chancelaria chinesa pediu a revogação das restrições e afirmou que poderá adotar medidas recíprocas.
As manifestações ocorreram após Trump anunciar, em pronunciamento na Casa Branca, a divulgação de documentos que, segundo ele, comprovariam que a China obteve ilegalmente dados de cerca de 220 milhões de eleitores americanos durante o ciclo eleitoral de 2020. O presidente afirmou ter solicitado ao diretor do FBI, Kash Patel, a abertura de uma investigação sobre o caso e voltou a defender mudanças nas regras eleitorais dos Estados Unidos.
A Rússia também rejeitou as acusações e reforçou que não participou de qualquer tentativa de influenciar a disputa eleitoral americana. As declarações de Trump, no entanto, contradizem avaliações divulgadas pela comunidade de inteligência dos EUA em 2021, que concluíram não haver evidências de interferência estrangeira capaz de alterar registros de eleitores, votos, sistemas de apuração ou os resultados da eleição vencida por Joe Biden.
Desde a derrota em 2020, Trump mantém o discurso de que houve fraude no processo eleitoral, apesar de auditorias, decisões judiciais e investigações oficiais não terem identificado irregularidades que comprometessem o resultado. Agora, às vésperas das eleições legislativas de novembro, o presidente voltou a defender regras mais rígidas para votação e registro de eleitores, enquanto especialistas alertam que a retomada dessas alegações pode ampliar a tensão política no país.
Nenhum comentário:
Postar um comentário